sábado, 2 de maio de 2009

Tremores voltam a abalar L'Aquila

Roma, 2 mai (EFE).- Os tremores se intensificaram nas últimas 48 horas na cidade italiana de L'Aquila, devastada pelo grande terremoto de abril passado, e onde a terra segue tremendo desde ontem, com três sismos registrados só na madrugada passada, informou o Instituto de Vulcanologia. As réplicas do terremoto aconteceram às 4h21 (23h21 de sexta em Brasília), com uma intensidade de 3,2 graus na escala Richter, e dois minutos mais tarde aconteceu outra de 2,4 graus que atingiu L'Aquila e arredores, na região de Abruzzo. No começo da manhã, aconteceu o último terremoto, de 2,7 graus de magnitude. Ontem, foram registrados também outros três sismos, o último deles às 22h30 (17h30) perto de L'Aquila e de uma magnitude de 3,3 graus. Outro pequeno movimento telúrico de 2,1 graus foi detectado na província de Terni e na cidade de Perugia, na região de Úmbria, no centro da Itália. O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que ontem visitou L'Aquila, disse estar "muito preocupado" com os contínuos sismos na região de Abruzzo, já que às 7h12 (2h12) de sexta-feira houve outro abalo, de 3,8 graus.

Torre restaurada

Os mármores e pedras do primeiro anel da Torre de Pisa, um dos monumentos mais emblemáticos da Itália, podem voltar a ser contemplados após o trabalho de restauração. O campanário foi submetido a operações minuciosas de limpeza, consolidação e proteção superficial. Os trabalhos de restauração, que duraram cinco meses, só foram possíveis graças ao uso de um andaime especial em alumínio, zinco e magnésio, que agora foi levado para o segundo anel do campanário.

Ansa

Crescimento em 2010 na Itália


Il Tesoro: "Nel 2010 l'Italia tornerà a crescere" - IlGiornale.it (clique para ler a notícia)

Ainda gripe suína


Gripe suína


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Berlusconi e a pesquisa


Berlusconi: 'Io meglio di Barack'ma viene contestato a Napoli (La Repubblica -clique para ler a notícia)

Abruzzo: monumentos para adoção

É de aproximadamente € 300 milhões a lista de adoção de monumentos que o governo italiano pretende apresentar o quanto antes aos países estrangeiros amigos e fundações privadas, que ofereceram sua ajuda para a arte do Abruzzo, ferida pelo terremoto. No elenco, 44 'jóias' que aguardam a adoção, pelo menos parcial, dos mais generosos. Estrangeiros mas não só estes, porque também os italianos podem oferecer sua ajuda, respondendo à campanha de solidariedade lançada pelo Ministério dos Bens Culturais, que deve enfrentar um desastre ímpar com um orçamento reduzido em função dos cortes drásticos impostos pela lei financeira. A lista é o primeiro passo. Um elenco de monumentos 'irrenunciáveis', de 'pupila dos olhos' que precisam de ajuda e para os quais, junto com o cálculo dos danos e dos tempos necessários para a restauração, está pronto um levantamento das despesas. Obama, Sarkozy, Medvedev, Gordon Brown, terão várias opções. Por exemplo, para reconstruir o Palácio da Prefeitura de L'Aquila, que veio abaixo na madrugada de 6 de abril com o terremoto, serão necessários como mínimo € 27 milhões e cujas obras de restauração levarão pelo menos cinco anos. Outros cerca de € 25 milhões custará a restauração do edifício que abrigava a biblioteca provincial, grandiosa construção do século XIX assinada pelo projetista Alessandro Mancini. Bastante cara (e há boatos que dizem que seria este o presente sugerido para Obama) a reestruturação da Catedral e do Palácio Episcopal, de propriedade da Cúria. Já reconstruída no passado após o terremoto de 1703, a catedral do século XIII dedicada aos santos Massimo e Giorgio, precisa de € 14,5 milhões, aos quais se somam € 19,2 milhões para recolocar em pé o vizinho palácio episcopal. Estes são só exemplos, entre os mais caros, para socorrer o patrimônio artístico da região devastada pelo terremoto; mas há opções mais baratas. Como em toda lista de casamento bem feita, ao lado das peças mais caras existem aquelas, de igual prestígio, a custos mais reduzidos. Este é o caso da imponente abadia de San Clemente, em Casauria, uma jóia entre as mais amadas e antigas da terra do Abruzzo, erguida em 871 pelo imperador Ludovico II. Fortemente danificada, poderá ser recuperada pelo 'preço módico' de € 1,3 milhão para a igreja e € 330 mil para o palácio.

Para contribuir da Itália ou do exterior, basta acessar o site do Ministério italiano dos Bens Culturais.
Ansa

Novas regras para o mercado financeiro

O premier italiano Silvio Berlusconi declarou que a próxima Cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) terá por objetivo definir "um novo código" que regule o mercado financeiro, como forma de evitar crises econômicas futuras. Durante um discurso em Varsóvia, onde participa de um encontro do Partido Popular Europeu, o chefe de governo italiano afirmou que "este será um tema fundamental do G8". O encontro dos oito líderes acontecerá entre os dias 8 e 10 de julho. A cúpula será realizada em L'Aquila, cidade do centro da Itália devastada em 6 de abril passado por um terremoto de 5,8º na escala de Richter, que matou 297 pessoas e deixou milhares de desabrigados. No primeiro dia do encontro, estarão presentes somente os líderes dos países-membros, ao passo que, no dia seguinte, participarão da cúpula os governantes de Brasil, Índia, China, México, África do Sul e Egito. Já o terceiro dia será dedicado a debater os problemas que afligem o continente africano.


Ansa

1º de maio, Dia do Trabalho

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket. Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

Dia do Trabalhador no Brasil
Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo. Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PTB realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria. Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.

O Dia do Trabalhador é celebrado anualmente no dia 1º de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal assim como em muitos outros países. Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1 de Maio: Austrália: A data de celebração varia de acordo com a região: 4 de Março na Austrália Ocidental, 11 de Março no estado de Vitória, 6 de Maio em Queensland e Território do Norte e 7 de Outubro em Canberra, Nova Gales do Sul (Sydney) e na Austrália Meridional. Estados Unidos da América: Celebram o Labor Day na primeira segunda-feira de Setembro
Wipikédia

Manifestações na Itália pelo 1º de maio

1° maggio, i sindacati a L'Aquila - La Stampa (clique para ler a matéria)



Cgil, Cisl e Uil all'Aquila - La Repubblica (clique para ler a matéria)

Novo terremoto volta a sacudir região central da Itália

Tremor ocorreu na região de Abruzzos. Área atingida fica próxima à cidade de L'Aquila.


Uma réplica de terremoto de magnitude de 3,8 graus na escala Richter foi registrada nesta sexta-feira (1º) às 7h12 locais (2h12 de Brasília) na Itália, na região de Abruzzos, devastada pelo terremoto de 6 de abril, informou o Instituto de Geofísica e Vulcanologia. Não há informações sobre vítimas.

As localidades próximas ao epicentro são San Panfilo d'Ocre, Fossa e Sant'Eusanio Forconese, próximas à cidade de L'Aquila, que foi praticamente destruída no grande terremoto de abril, que matou 258 pessoas.

Vários sindicatos italianos vão hoje a L'Aquila para se manifestar no dia do trabalho em solidariedade às vítimas e sobreviventes do sismo.

EFE

Supremo revoga a Lei de Imprensa


Os ministros do STF Carlos Ayres Britto, Ellen Grace e Celso de Mello durante julgamento da Lei de Imprensa (Foto: Nelson Jr./STF)


Penas de prisão específicas para jornalistas deixam de existir. Dos 11 ministros, apenas um votou pela manutenção integral da lei.

O Supremo Tribunal Federal (STF) revogou nesta quinta-feira (30) a Lei de Imprensa, atendendo ação protocolada pelo PDT. Sete dos 11 ministros votaram pela revogação total da lei, editada em 1967, durante a ditadura militar.

Com a derrubada da lei, as penas de prisão específicas para jornalistas deixam de existir, e os juízes de todo o país estão proibidos de tomar decisões com base na agora extinta legislação.

Com isso, julgamentos de ações contra jornalista passam a ser feitos com base nos códigos Penal, Civil e na Constituição. A revogação também altera as formas de indenização e do direiro de resposta (veja aqui as principais modificações com o fim da lei).

Segundo o ministro Carlos Alberto Direito, que votou pela revogação, a legislação era incompatível com o sistema constitucional de 1988. “Os regimes totalitários podem conviver com o voto, jamais com a liberdade de expressão”, defendeu.

Embora a lei tenha sido revogada somente nesta quinta, muitos magistrados do país já haviam "abolido" a Lei de Imprensa de seus julgamentos, tomando como base os Códigos Civil e Penal, além da Constituição.

Desde fevereiro do ano passado, 22 dos 77 artigos da Lei de Imprensa estavam suspensos por força de uma liminar (decisão provisória) concedida pelo próprio STF.

Julgamento
O julgamento da Lei de Imprensa foi iniciado no dia 1º de abril, quando apenas dois ministros votaram –ambos a favor da revogação da lei.

Na ocasião, o relator do processo, ministro Carlos Ayres Britto, defendeu que a Lei de Imprensa não foi aceita pela Constituição de 1988. Único a votar naquele dia após o relator, Eros Grau seguiu o entendimento. Nesta quinta (30), a análise foi retomada com o voto do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Para ele, “o preço do silêncio é muito mais caro que o preço da livre circulação das ideias”. Na sequência, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Celso de Melo seguiram o entendimento, enquanto Joaquim Barbosa, Ellen Gracie e Gilmar Mendes votaram pela revogação parcial da lei.

Ellen pediu a manutenção de normas que tratam de propaganda de guerra e porturbação da ordem social, além de artigos que preveem penas específicas para jornalistas. Barbosa, que participou de sua primeira sessão plenária após o bate-boca que travou no último dia 22 com o presidente do STF, Gilmar Mendes, votou pela manutenção de seis artigos. Entre eles, os que responsabilizam o jornalista por preconceito de raças e classes, por fatos falsos que perturbam a ordem pública e os que tratam da calúnia, injúria e difamação, por considerar que “a imprensa pode destruir a vida de pessoas privadas, como nós temos assistido nesse país”.

Último a votar, Gilmar Mendes defendeu que os artigos da lei que preveem o direito de resposta sejam mantidos. Para ele, a revogação dessa parte da lei deixará um vácuo até que o Congresso Nacional formule uma nova norma sobre o tema. No entanto, ele foi voto vencido. Para Mendes, "não se pode permitir abusos irreversíveis" como o ocorrido no caso da Escola Base, em 1994, em São Paulo. Na ocasião, veículos de comunicação noticiaram que os donos da escola teriam abusado sexualmente de crianças. No entanto, o inquérito policial acabou arquivado por não haver indício de que a denúncia tivesse fundamento. “É um caso trágico, que envergonha a todos. Não se pode permitir esse tipo de abuso. Que reparação patrimonial é possível em um caso desse?”, questionou Mendes. “Falar que a intervenção do legislador aqui é indevida parece absurda. A desiguldade entre a mídia e o indivíduo é patente. Uma desiguladade de arma”, afirmou o ministro. Outros ministros, no entanto, divergiram de Mendes, fazendo considerações enquanto ele votava. Ricardo Lewandowski citou o artigo 5º da Constituição, que assegura “o direito de resposta proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”. “O artigo 5º é autoaplicável, de forma proporcional ao agravo”, disse Lewandowski.Único a votar pela manutenção total da lei, apesar de defender “uma imprensa livre”, Marco Aurélio Mello sugeriu que fique a cargo do Poder Legislativo a formulação de uma nova legislação que substitua a Lei de Imprensa. Ele justificou que eventuais ajustes feitos na antiga norma poderiam causar "confusões jurídicas".

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), advogado do PDT, defendeu que nenhuma lei poderia influir no conteúdo da informação. “Requeiro que toda essa lei seja banida do mundo das leis, que desapareça a possibilidade de aplicar pena a jornalista sempre que houver causalidade com o direito do povo e que nós possamos ter um país onde o povo possa controlar o Estado e não onde o Estado possa controlar o povo como temos hoje”, disse em plenário, no último dia 1º.

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