sábado, 1 de agosto de 2009

Itália é desclassificada, e Brasil vai à final do revezamento 4x100 medley em Roma


Meninas do Brasil comemoram vaga na final

O quarteto brasileiro formado por Fabíola Molina, Gabriella Silva, Tatiana Barbosa e Tatiane Sakemi entrou na piscina do Foro Itálico, em Roma, para nadar as eliminatórias dos 4x100 medley sabendo que teria que dar mais que 100% para conseguir uma raia na final do Mundial de Esportes Aquáticos. O tempo de 3m58s49, porém, não foi suficiente. Mas a sorte estava ao lado do Brasil. Com a desclassificação da Itália, a equipe pegou a oitava e última vaga e vai brigar por medalha.

- Nosso revezamento está muito equilibrado. Estamos disputando com as melhores. Estou muito orgulhosa. Nós entramos, e os Estados Unidos, que todo mundo sempre fala, estão fora. Então, não podem mais menosprezar a gente - desabafou Fabíola Molina, lembrando que a equipe americana ficou apenas com o décimo tempo (3m59s01).

O SporTV transmite tudo a partir das 13h (de Brasília), e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

O melhor quarteto das eliminatórias foi o chinês, que cravou 3m56s14. Japão e Alemanha, com os tempos de 3m57s44 e 3m57s75, completaram as três primeiras colocações. O Brasil, que entrou na final em oitavo, melhorou em 4s o tempo feito nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto de 2008.

A experiente Fabíola Molina foi a primeira a entrar na água para nadar o estilo costas. Nos primeiros 50m, fez 29s58 e entregou para Carolina Mussi com 1m00s08. No peito, Mussi manteve a quarta posição do Brasil, com passagens de 31s82 e 1m08s31. Terceira a cair na piscina, Gabriella Silva nadou muito e deu o terceiro lugar ao revezamento. Marcou tempos de 26s04 e 56s25. - Para mim, revezamento é outro esporte. Eu me divirto demais. Gosto de ir buscando, de correr atrás do resultado. Pulei atrás e quando dei a virada vi que havia algumas meninas na minha frente, ondulei bastante. Senti que a minha perna estava boa e eu tinha que fazer o máximo para a gente entrar na final. Acho que à tarde vamos fazer ainda melhor - analisou Gabriella.

Nos últimos 100m, foi a vez de Tatiana Barbosa dar o seu máximo para garantir a vaga. Ela nadou para 53s85, com 25s75 nos primeiros 50m, mas o somatório dos estilos não foi o suficiente. No entanto, a estrela brasileira brilhou e, com uma desqualificação da equipe italiana, as meninas vão disputar uma medalha no Mundial. - Realmente, a sorte estava do nosso lado - disse Tatiana, sorridente pelo resultado.

Lydia Gismondi Direto de Roma
GloboEsporte.com

Papa Bento XVI abençoa atletas do Mundial de Esportes Aquáticos

Federica Pellegrini e Paul Biedermann entregaram presentes ao pontífice
Se não bastassem as emoções dentro da piscina, os atletas do Mundial de Esportes Aquáticos também viveram momentos inesquecíveis neste sábado fora dela. Eles foram recebidos pelo Papa Bento XVI no Castel Gandolfo, sua residência de verão. Os atletas foram abençoados pelo líder máximo da Igrega Católica e também aproveitaram para presenteá-lo.



Simpático, Papa Bento XVI veste o boné entregue por seu compatriota, o nadador alemão Paul Biedermann

Boa parte dos nadadores não pôde comparecer à cerimônia, já que na manhã deste sábado ainda estavam sendo realizadas eliminatórias da competição, mas algumas estrelas do Mundial estiveram por lá. A italiana Federica Pellegrini e o alemão Paul Biedermann - que ganhou destaque após superar Michael Phelps - ficaram na primeira fileira e ainda puderam cumprimentar o Papa no final. - Eu acho que foi uma oportunidade única que nós tivemos. Foi muito emocionante – comentou Camila Pedrosa, atleta do polo aquático do Brasil, que estava sentada entre Pellegrini e Bidermann durante a cerimônia.

Federica Pelleguini é abençoada por Bento XVI

Simpático, Bento XVI fez seu discurso em várias línguas. Com um português perfeito, o pontífice destacou a importância de amar e respeitar o próximo, bem como suas famílias. Depois, o Papa cumprimentou alguns atletas e presidentes de confederações e recebeu uma réplica da medalha da competição. Os nadadores Pellegrini e Biedermann também presentearam o pontífice com camisas de suas respectivas equipes. A estrela alemã ainda entregou um boné ao Papa, que o vestiu logo em seguida. - Foi ótimo. Eu tinha uma impressão ruim dele, não achava ele muito simpático. Mas hoje ele foi muito simpático. Logo que me viu perguntou se eu era brasileiro. Eu aproveitei para elogiar o português dele, disse que parecia de um legítimo morador de Copacabana, um carioca – disse Coaracy Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, que pode conversar por alguns segundos com o papa.
Lydia Gismondi Direto de Roma
GloboEsporte.com

Boccaccio para as massas

Atores da minissérie Decamerão – A comédia do sexo

A inspiração vem de histórias de um autor italiano do século 14, temas libidinosos e anticlericais declamados em versos, ocorrendo em espaço e tempo indefinidos e fabulares. O inusitado conceito da minissérie Decamerão – A comédia do sexo precisou de um pequeno teste – ou piloto, para usar um termo televisivo – antes de ganhar sua versão mais longa, que estreia nesta sexta-feira. Depois de iniciar com sucesso como um especial para a Rede Globo em janeiro, o programa vai ao ar finalmente em seu formato previsto, quatro episódios de aproximadamente uma hora. A ousadia do projeto, que tem direção e roteiro de Jorge Furtado, junta-se à da recente Som & fúria, de Fernando Meirelles, na tentativa de expandir a linguagem televisiva.

– Espero que continuem abrindo cada vez mais espaços para programas mais radicais – comenta Furtado, que diz ter acompanhado e apreciado desde o início a minissérie de Meirelles. – O mérito deles é justamente o de experimentar, independentemente do resultado artístico e comercial. O único limite da TV é a audiência. Tudo que se faz no cinema dá para fazer na televisão. Já produzimos coisas que ninguém imaginava que poderiam ser feitas, como o TV Pirata, por exemplo. Mas, como se trata de uma indústria autossustentável, a única questão é saber quantas pessoas vão assistir.

Havia suspeitas de que o exotismo da proposta estética, que põe em cena atores declamando versos, somada à indefinição geográfica/temporal e à forte carga sexual da trama, pudesse afugentar um público televisivo conservador, tradicionalmente acostumado à escola naturalista das novelas. Mas os índices do especial exibido no início do ano permitiram a Furtado e seus colaboradores (Ana Luiza Azevedo na direção e Carlos Gerbase, Adriana Falcão e Guel Arraes no roteiro) a irem ainda mais longe – é, ao menos, o que garante o cineasta.

Grande salada
O princípio segue o mesmo: uma adaptação livre de algumas das 100 – ou 101 – histórias que o escritor pré-renascentista italiano Giovanni Boccaccio reuniu entre 1349 e 1353 em seu livro Decamerão. Enquanto o especial se servira de três delas para construir sua trama, a versão estendida se apropriou de oito. Mesmo assim, não há uma única palavra de Boccaccio no programa. Diferentemente do original, que se passa nos arredores da Florença atingida pela peste bubônica na Idade Média, a adaptação de Furtado cria universo próprio, com uma linguagem verbal repleta de referências à cultura popular brasileira de todas as épocas.

– Filmamos na serra gaúcha, numa aldeia montanhosa... Eu até brinco que a minissérie é "inspirada em Boccaccio, Shakespeare e Asterix", por causa da semelhança do lugar com a aldeia do gaulês. Mas não se trata de uma época ou de um país que exista. É tipo fábula: "Há muito tempo, num lugar distante..." – esclarece Furtado. – Os figurinos e as casas foram tirados de um período entre 1800 e 1900, para remeter à imigração italiana. É uma grande salada: num momento um personagem começa a cantar.

O livro de Boccaccio se passa num contexto bem específico: a Itália pré-renascentista do século 14, na qual uma classe burguesa começa a ascender em meio ao feudalismo teocêntrico. Para fugir da peste bubônica, 10 jovens (sete mulheres e três rapazes) de Florença se reúnem num campo paradisíaco – um contraponto à cidade devastada pela doença. Entre banquetes e festas, decidem contar, a cada dia, 10 histórias para passar o tempo. As narrativas mostram personagens pouco preocupados em desrespeitar os preceitos religiosos, em atitudes anticlericais que trocam os dogmas pelo bom senso e a iniciativa – sinal evidente do surgimento de uma secularização da política, da economia e dos costumes.

Os roteiristas do programa recuperam à sua maneira algumas destas histórias. Os quatro episódios transitam entre três núcleos: Monna (Deborah Secco), uma criada que, para herdar a fortuna de seu ex-patrão Spininellochio (Tonico Pereira), casa-se com seu filho, Tofano (Matheus Nachtergaele); Filipinho (Daniel de Oliveira), um comerciante que ama sua esposa (Leandra Leal), mas que não consegue lhe ser fiel; e Isabel, que vive perturbada por sonhos eróticos com Masetto (Lázaro Ramos), mas que também não hesita em dar atenção para o Tenente (Felipe de Paula).

Liberdade na TV
– São personagens arquétipos, criados espertalhões, maridos cornos, amantes que sobem pela janela... – analisa Furtado. – Foram fontes posteriores de diversos artistas, como Molière e Shakespeare. Neste sentido, a fidelidade total não interessa, porque eles funcionam em qualquer lugar e qualquer época. Por isso, acredito que o Decamerão popular pode dar certo na TV.

O diretor, que desde o início da carreira alterna trabalhos para o cinema e televisão, afirma que sempre teve a mesma liberdade criativa nos dois veículos.

– Mesmo esta questão da autoria sendo subjetiva, no meu caso sempre consegui imprimir um trabalho autoral na TV, às vezes até mais do que no cinema – diz. – No cinema, dependendo do tamanho da produção, pode-se ficar refém da opinião de um produtor, por exemplo... Sempre trabalhei nos dois veículos e conheço a peculiaridade de cada um. Algumas coisas funcionam melhor numa sala escura e tela grande, enquanto outras numa sala com luz acesa e tela pequena. Não existem regras do que funciona num e do que funciona noutro. Cada caso é um caso.

Bolívar Torres
(© JB Online)/ ItaliaOggi

Biblioteca europeia, multimédia e online


Acessível ao público a partir de agora

Inaugurada biblioteca multimédia online da Europa com mais de dois milhões de obras A biblioteca multimédia online da Europa, "Europeana", está acessível desde hoje ao público, que através da Internet poderá aceder a mais de dois milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia. Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784.

Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço (http://www.europeana.eu/ ), a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções. Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é "apenas o começo", pois a ideia é expandir a biblioteca, envolvendo também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê acesso a pelo menos dez milhões de obras "representativas da riqueza da diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente para comunidades com interesses especiais".

"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital".

Segundo dados da Comissão, desde a "abertura" da biblioteca, hoje de manhã, houve dez milhões de visitas por hora, tendo esta "tempestade de interesse" forçado mesmo a "deitar o sistema abaixo" por algum tempo para duplicar a capacidade do "site".n

Lusa
Colaboração Baldo

Associação Itália-Brasil é lançada em Roma com o propósito de ampliar e fortalecer as relações entre os dois países

Associação Itália-Brasil é lançada em Roma com o propósito de ampliar e fortalecer as relações entre os dois países

Promover um maior desenvolvimento cultural, econômico, institucional e social entre a Itália e o Brasil são objetivos da Associação Itália-Brasil, criada, nesta semana, em Roma. A entidade será presidida pelo deputado Fabio Porta, único parlamentar italiano eleito no Brasil, vice-presidente do Comitê Permanente para os Italianos no Exterior, na Câmara dos Deputados da Itália. Domenico Bosi será o secretário-geral.

Durante duas reuniões separadas, realizadas com os embaixadores Josè Viegas Filho e Gherardo La Francesca, chefes da diplomacia dos dois países, Porta e Bosi apresentaram as finalidades e o programa da Associação, bem como as primeiras iniciativas previstas para os próximos meses na Itália e no Brasil.

- A associação tem o propósito – segundo Fabio Porta – de interessar os ambientes políticos, econômicos, sociais e culturais italianos e brasileiros ao exame dos diversos aspectos das trocas mantidas entre os dois países, visando a sua ampliação e melhoramento. “Creio que seja fundamental – acrescenta o presidente da Itália-Brasil – assegurar um trabalho contínuo para o progresso de relações mais sólidas entre os dois países. É nossa intenção, ainda, promover e realizar estudos, programas de comunicação para a difusão do conhecimento, da imagem e da cultura da Itália no Brasil e do Brasil na Itália”.

São dois os pontos de força da Associação Itália-Brasil: o primeiro, uma estreita ligação com a Associação européia EUBrasil, com sede em Bruxelas, ponto de referência das relações institucionais e econômicas entre a Europa e o Brasil, com a qual já está programada uma missão conjunta para o próximo mês de agosto. O segundo, a criação do Conselho Empresarial Itália-Brasil para promover uma maior cooperação industrial e econômica entre os dois países - em particular, nos setores de energia e energia alternativa, de infraestrutura, da defesa e das comunicações -, e de um conhecimento mais aprofundado do Brasil junto às empresas italianas e, ao mesmo tempo, das exigências que as mesmas possuem, visando o desenvolvimento mais profícuo da colaboração com as empresas brasileiras.
Nasce l'Associazione Italia-Brasile

L'iniziativa presentata all'Ambasciatore del Brasile in Italia Viegas e al neo Ambasciatore d'Italia in Brasile La Francesca.

E' nata l'Associazione Italia-Brasile con l'obiettivo di sviluppare, agevolare e promuovere i rapporti culturali, economici, istituzionali e sociali tra l'Italia ed il Brasile.

A presiederla sarà l' on. Fabio Porta unico parlamentare italiano eletto in Brasile e membro della Commissione esteri alla Camera dei Deputati.

Domenico Bosi sarà il Segretario Generale.

I vertici della nuova entità hanno incontrato ieri i capi delle diplomazie dei due Paesi ai quali hanno illustrato le finalità e presentato il programma dell'Associazione; nel corso dei due distinti incontri con gli Ambasciatori Josè Viegas Filho e Gherardo La Francesca sono state altresì presentate le prime iniziative previste per i prossimi mesi in Italia e Brasile.

"L'associazione ha lo scopo - secondo l'on. Fabio Porta - di interessare gli ambienti politici, economici, sociali e culturali italiani e brasiliani all'esame dei diversi aspetti delle relazioni tra i due paesi, al loro sviluppo e miglioramento. " "Credo che sia fondamentale - aggiunge il Presidente di "Italia-Brasile" - assicurare un lavoro continuo per lo sviluppo di relazioni più solide tra i due paesi. E' nostra intenzione anche promuovere e realizzare studi, programmi di comunicazione, per la diffusione della conoscenza, dell'immagine e della cultura dell'Italia nel Brasile e del Brasile in Italia."

Due i punti di forza dell'Associazione Italia-Brasile: il primo uno stretto collegamento con l'Associazione europea EUBrasil con sede a Bruxelles, punto di riferimento dei rapporti istituzionali ed economici tra l'Europa ed il Brasile, con la quale è già in programma una missione congiunta per il prossimo mese di agosto. Il secondo la creazione dell' Italy-Brazil Business Council per promuovere una maggiore collaborazione industriale ed economica tra i due Paesi in particolare nei settori dell'energia e delle energie alternative, delle infrastrutture, della difesa e delle comunicazioni, ed una più approfondita conoscenza del Brasile tra le aziende italiane e cogliere, nel contempo, le esigenze delle medesime per un più proficuo sviluppo della collaborazione con quelle brasiliane.

Cei, governo blocchi vendita Ru486


Ansa. Roma. 1 ago - Il presidente della commissione Cei per la famiglia, mons. Giuseppe Anfossi, auspica che il governo blocchi la vedita della pillola RU486. Ma al tempo stesso, afferma mons. Anfossi in un'intervista ''e' compito del governo investire in capillari campagne di prevenzione e informazione''. Dal canto suo il direttore dell'Agenzia del farmaco Guido Rasi dice:''abbiamo subito pressioni ma non c'era motivo per dire no'' e ''abbiamo disegnato le regole piu' restrittive d'Europa sull'uso del farmaco''.

Cidadania italiana: Ainda as Legalizações


Cidadania italiana: Ainda as Legalizações

por Imir Mulato


Estamos há quase 2 anos da edição da Circular n. 52, de 04/10/07 (Ministero Dell’Interno), aquela que superou os obstáculos à residência na Itália para fins do encaminhamento dos processos de reconhecimento da cidadania italiana, e ainda continua intangível o “muro” construído pelos Consulados de São Paulo e de Curitiba para as Legalizações dos documentos no Brasil.

A bem da verdade, não se sabe se houve premeditação na implantação deste sistema. Só para recordar, não foi previsto nenhum controle e/ou seleção na janela do site do Consulado para inserção dos dados do interessado.


Quem quer que seja, a seu bel prazer, insere seus dados pessoais, pedindo um horário para atendimento. Após alguns dias, o sistema prevê que a pessoa receba um e-mail com a data e hora que deve comparecer ao Consulado com os documentos a legalizar.


Já nas duas primeiras semanas que estes formulários foram disponibilizados nos sites, os agendamentos já estavam sendo anotados para um ou dois anos depois! O sistema foi abarrotado de agendamentos fictícios feitos por pessoas inescrupulosas com a intenção de vender as vagas a buon mercato, posteriormente.


Como os Consulados não aceitam de forma alguma a substituição dos nomes, a fila hoje se encontra ocupada por fantasmas que utilizam a vaga de gente verdadeira.


Os funcionários responsáveis nos Consulados recusam fazer qualquer revisão na lista. Ouvi a explicação de um alto funcionário consular, de que não dispõem de funcionários e recursos para tal. Que este assunto não é de interesse da representação diplomática e que se não souberam se comportar bem na fila, problema não é deles. Em resumo, que se arranjem!

O Consulado de São Paulo mantém a janela do site aberta sempre e uma vez inserido o nominativo espera-se alguns meses para receber a notícia que seu agendamento foi marcado para o ano 2016 ou 2017. (!!)

Já o Consulado de Curitiba informa, continuadamente, que o espaço não está disponível por motivos técnicos. A última vez que abriu foi em novembro do ano passado e foi como uma aparição cósmica, daquelas que somente quem tem muitos recursos técnicos consegue visualizar.
Neste caso em especial, foi sorte mesmo, pois ficou disponível num arco de 48 horas, com interrupções por problemas técnicos (reais ou fictícios) por mais de 50% deste tempo.

Em artigo publicado na Revista Insieme deste mês, o ex-Consul de Curitiba, Marcello Alessio, lança a pergunta de quantos seriam os atendimentos diários nos Consulados. Quantos processos realmente os Consulado de Curitiba e de São Paulo estariam legalizando diariamente?O número previsto pelo sistema, não oficialmente divulgado, seria de 10 processos diários.Infelizmente, estas informações não são divulgadas, pois não é de interesse “do Consulado”.

A Lei determina que as certidões dos Atos Civis formados no Exterior devam ter a chancela da autoridade consular italiana no Brasil.

D.P.R. 3 Novembre 2000 n. 396Art. 21 Registrazione e Legalizzazione di Atti3. I documenti e gli atti dello stato civile formati all'estero da autorità straniere devono essere legalizzati dall'autorità diplomatica o consolare competente, se non è disposto diversamente.


• Se non è disposto diversamente! • Se não existe disposição contraria!

Poderia haver disposição contrária e a solução imediata estaria nas mãos do Governo Brasileiro.
O nó da questão é que o Brasil não é signatário da Convenção de Haia para as Legalizações per Apostille.

Ninguém sabe responder o porquê, mas é fácil de intuir que se o assunto mexe com os Cartorários e Tabeliães no Brasil, a coisa se torna bastante complicada.

A CNI – Confederação Nacional da Indústria luta há anos para que o Brasil venha a fazer parte deste grupo de Países como um passo para levar o País à modernidade, desburocratizando o comércio exterior.

Veja um trabalho publicado pala CNI, no ano de 2005:
http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF80808121BC71080121BC7BC37F34BC.htm

Nota Técnica 7 - Convenção do Apostille

Um passo no caminho da desburocratização do comércio exterior

Observem o Anexo 1, a lista dos Países aderentes. Países pequeníssimos, como Tonga, Ilhas Mauricio e outros fazem parte!

O Brasil, integrante das 10 maiores economias mundiais, ainda mantém sistemas arcaicos que impedem o bom funcionamento de seu comércio exterior, e em nosso caso específico, submete-nos à humilhação de ter que implorar a Legalização de documentos, às quais temos direito por Lei e que deveriam ser feitas imediatamente, mediante a apresentação dos documentos no balcão da rede consular italiana.

Devemos estar cientes que se uma instituição poderosa como a CNI luta há anos e ainda não conseguiu, não seria um grupo de bravos ítalo-brasileiros que apenas querem construir as suas vidas no Exterior, que conseguiriam da noite para o dia.

Porém, temos que tentar e aproveitar, porque não estamos sozinhos!

O Deputado Fabio Porta (PD) porta_f@camera.it , único parlamentar italiano residente no Brasil, eleito pela circunscrição eleitoral América Meridional, está lutando pela causa juntamente com parlamentares brasileiros, para que o Presidente Lula assine esta Convenção.

E para fazer isto, o Presidente Lula não precisa de autorização do Congresso brasileiro. O artigo 12 da Convenção citada estabelece que qualquer País pode aderir quando bem entender, dependendo apenas da iniciativa do seu Chefe de Estado.

(Parlamentares brasileiros participantes: Carlos Zarattini (PT/SP), Ricardo Tripoli (PSDB/SP), Eduardo Sciarra (DEM/PR), Nelson Marquezelli (PTB/SP), Vieira da Cunha (PDT/RS), Bala Rocha (PDT/AP), Pompeu de Mattos (PDT/RS), Edson Aparecido (PSDB/SP) e Ricardo Barros (PP/PR).)

Recebo centenas de telefonemas de gente desesperada querendo saber o que fazer para mudar a situação.

A solução está aí! Não sabemos se conseguiremos, mas as iniciativas que podem dar resultados estão em nossas mãos.

Não adianta fazer protestos por e-mail aos Consulados, pois a tecla “delete” é facilmente acionável!


Porém, pode-se fazer uma carta aberta ao Sr. Presidente da Republica Luiz Inacio Lula da Silva, pedindo que ele reveja imediatamente a posição do Brasil perante a Convenção de Haia do Apostille.

Os Cartorários e Tabeliães não perderão nada com isto, pois as pré-legalizações dos documentos já estão sendo feitas pelo Ministério das Relações Exteriores, através de seus escritórios regionais.

E se precisarmos de alguém para puxar o coro, por certo, encontraremos muitos interessados na desburocratização do comércio exterior brasileiro.O assunto pode parecer impossível, mas talvez não tenha sido revisto, ainda, simplesmente porque não foi colocado de forma correta. O Presidente Lula, considerando que a sua própria esposa foi beneficiada com o reconhecimento da cidadania italiana, a qual ela não necessita para por em moto qualquer plano de vida, deve estar sensível aos ítalo-brasileiros, que desejam vir morar na Europa, entrando pela porta da frente e fazendo um saudável intercâmbio cultural e econômico tão necessário nestes tempos de globalização.

Tanto para o Brasil, como para a Itália! É pena que alguns obtusos não vejam a situação desta forma.

Imir Mulato

imirmulato@agenziabrasitalia.it

http://www.agenziabrasitalia.it/


Redação revista eletrônica Oriundi

Walter Salles receberá o Prêmio Bresson no 66º Festival Internacional de Cinema de Veneza

O cineasta brasileiro Walter Salles, diretor de Central do Brasil, receberá o Prêmio Bresson 2009 durante o 66º Festival Internacional de Cinema de Veneza, que será realizado entre 2 e 12 de setembro. O reconhecimento é entregue pela Fondazione Ente dello Spettacolo (Feds) e pela Revista Cinematografo ao "diretor que tenha dado um testemunho significativo do difícil caminho em busca do significado espiritual da nossa vida". Walter Salles receberá o prêmio no dia 4 de setembro, diretamente das mãos de Dario E. Viganò, presidente da FedS, e do monsenhor Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura. O prêmio Bresson começou a ser entregue a partir da décima edição da mostra de Veneza. Diretores conhecido internacionalmente como Giuseppe Tornatore, Wim Wenders, Zhang Yuan e Aleksandr Sokurov já receberam o reconhecimento. Já a novidade deste ano do Festival de Veneza ficará por conta de uma nova categoria criada para premiar a melhor animação feita em três dimensões. A justificativa da organização para a introdução do novo prêmio é de que o efeito tridimensional é uma "terceira revolução cinematográfica", depois do som e da cor.



Ansa

Tutti in fila sotto il sole d'agosto


Tutti in fila sotto il sole d'agostocome ogni anno va in scena l'esodo


Al passante di mestre 30 chilometri di coda. Rallentamenti Emilia-Romagna Verso sud

ROMA - L'estate delle estenuanti code in autostrada verso il mare e di treni affollati dai vacanzieri è entrata nel vivo iniziata ieri. Abbassate le serrande dei negozi e spenti i computer negli uffici, milioni di italiani hanno iniziato già da ieri a mettersi in viaggio per raggiungere le mete turistiche. Autostrade per l'Italia ha annunciato traffico da "bollino rosso" per la mattina e il pomeriggio di oggi in direzione Sud. Sulla A4 intorno Venezia, la polizia fa sapere che si stanno registrando rallentamenti e code per 30 chilometri. La situazione resta complessa anche una volta superato l'ingorgo veneziano, con rallentamenti diffusi praticamenente fino a Trieste. Il traffico poi è fortemente rallentato sulla A4 tra Verona e Padova, e intorno al capoluogo patavino si segnalano diverse situazioni di traffico intenso. Sempre sulla A4 si stanno formando code tra Grumello e Ponte Oglio per un incidente. Otto chilometri di code inoltre da Trieste verso la Slovenia e da Como monte Olimpino alla dogana con la Svizzera, dove i rallentamenti sono di circa 4 chilometri. Sull'autostrada del Brennero sono segnalate code intorno a Bolzano e tra Verona e Rovereto. Le strade, sulle quali per oggi sono previsti 8 milioni di vacanzieri, sono affollate in direzione di quasi tutte le località turistiche. Sulla A1 tra Lodi e Piacenza nord, si segnalano tempi di percorrenza di circa 55 minuti, e tra Modena sud e Bologna, con tempi di percorrenza di circa 45 minuti; sulla A14 tra Bologna Borgo Panigale e Castel S. Pietro, con tempi di percorrenza di circa 80 minuti, tra Forlì e Rimini nord con tempi di percorrenza di circa 80 minuti, e tra Senigallia e Ancona nord con tempi di percorrenza di circa 60 minuti; sulla A26 tra Masone e Genova Voltri, con tempi di percorrenza di circa 40 minuti. In Lombardia la situazione più critica è al valico doganale di Como-Chiasso, dove si contano 2 chilometri di coda in uscita verso la Svizzera. Altre code si verificano sulla stessa autostrada, tra Fino Mornasco e Como Grandate, sempre in direzione Nord, e poi alla barriera di Como Grandate. Alla stessa barriera si sono formate code anche nella direzione opposta, per il flusso di traffico proveniente dalla Svizzera.

Code di circa 2 km, inoltre, sulla A9 in uscita dall'Italia per le operazioni doganali e rallentamenti sulla A12 Livorno-Rosignano, in corrispondenza dell'innesto con la SS1 Aurelia. Anche sulla A3 Salerno - Reggio Calabria si registrano code in diversi tratti verso sud, in particolare tra Sala Consilina, Lagonegro e Maratea e tra Salerno centro e Pontecagnano. Nelle prossime ore è previsto traffico con flussi molto elevati fino alle 21. I mezzi pesanti non potranno circolare fino alla mezzanotte di oggi e tra le 7 e le 24 di domani.

La Repubblica

Il decreto anti-crisi è legge


Il decreto anti-crisi è legge Sì in Aula tra le polemiche


Al Senato il via libera definitivo tra le proteste. Ora l’esecutivo approverà il decreto correttivo

ROMA - Il Senato ha votato la fiducia al governo e il decreto anti-crisi è legge. L'esecutivo ha incassato il sì del Pdl e della Lega, mentre al voto non hanno partecipato i due senatori del Movimento per l'Autonomia, Giovanni Pistorio e Vincenzo Oliva. Un primo ok «preliminare» del governo avrebbe dovuto esserci venerdì mattina, ma è stato rinviato tutto di un giorno, consentendo al presidente della Repubblica, Giorgio Napolitano, di ricevere insieme i due provvedimenti e promulgarli in maniera contestuale. Proprio al capo dello Stato si rivolge ora l'Italia dei Valori. Uno dei senatori Idv, Stefano Pedica, si è presentato in Aula con addosso, rigorosamente sotto la giacca, una maglietta con la scritta «Giorgio non firmare». È la stessa maglia che i parlamentari dell'Italia dei Valori hanno indossato in occasione della manifestazione al Quirinale per chiedere a Napolitano di non firmare il ddl sulle intercettazioni. Questa volta l'invito rivolto al capo dello Stato è a non firmare la promulgazione del decreto anticrisi. Secondo i dipietristi quello anticrisi è «un decreto brutto e sconclusionato». Sulla stessa linea il Partito Democratico. «L'iter del decreto anti-crisi si chiude oggi in maniera ridicola e rocambolesca. Dopo due voti di fiducia, uno alla Camera e uno al Senato, questo provvedimento verrà modificato dal governo» ha detto Anna Finocchiaro, accusando l'esecutivo di essersi comportato in modo «approssimativo e pasticcione» al punto che per rispondere ai rilievi arrivati dal capo dello Stato su questioni molto rilevanti (competenze del ministro dell'Ambiente, scudo fiscale, Corte dei Conti) «è costretto a fare marcia indietro». «Ma quello che è più grave in questo provvedimento - continua Finocchiaro - è l'assoluta assenza di una strategia complessiva che sappia rispondere ad una crisi che sta mordendo la nostra economia». Il governo «corregge se stesso ma espropria il Parlamento», secondo il presidente dell’Udc Rocco Buttiglione.

DECRETO CORRETTIVO - Dopo l’ok del Senato al decreto anticrisi, con fiducia e senza modifiche rispetto alla Camera, l’esecutivo si riunirà alle 11 per approvare un nuovo dl con le correzioni su quattro temi: Corte dei Conti, ambiente, scudo fiscale e ponte sullo Stretto di Messina. Non ci sarà, invece, nessun intervento sulla tassa sull’oro, nonostante il parere negativo della Bce: un giudizio che però, essendo «ostativo», in base al decreto neutralizzerebbe l’operazione. Nel nuovo provvedimento il governo punta a ridurre al minimo i correttivi, per evitare che diventi un «vaso di Pandora», suscitando appetiti di vario tipo con il tentativo di infilare nuove ed eterogenee misure. Rischio che però viene solo rimandato a settembre, quando il testo arriverà in Parlamento. In ogni caso, se il decreto entrerà in vigore già dalla prossima settimana, il tempo per l’esame delle Camere sarà breve, perché limitato al solo mese di settembre.

Queste le quattro modifiche del decreto:

CORTE DEI CONTI: si interviene per ridefinire il cosiddetto ’lodo Bernardo’, che introduce norme che depotenziano la magistratura contabile nelle indagini sul danno erariale.

AMBIENTE: torna la possibilità per il ministero guidato da Stefania Prestigiacomo di avere un ruolo, "di concerto" con gli altri dicasteri interessati, nelle procedure per realizzare le grandi opere energetiche e infrastrutturali, comprese le centrali nucleari.

SCUDO FISCALE: arrivano chiarimenti e paletti all’operazione per il rientro dei capitali introdotta alla Camera. In particolare, lo scudo non garantirà alcuna tutela agli evasori che hanno procedimenti in corso e la protezione non sarà applicata ai reati gravi che riguardano il riciclaggio di denaro sporco e la criminalità organizzata.

PONTE MESSINA: si modifica la norma sul ponte sullo Stretto di Messina. In particolare, dovrebbe essere cambiata la parte sulla procedura di nomina di un commissario, chiamato ad approvare gli atti necessari per consentire la ripresa delle attività e l’inizio dei lavori, con l’obiettivo di concludere l’opera entro il 2016.

Corriere della Sera

Festa do Morango em Domingos Martins, Espírito Santo

O colorido se destaque em meio à paisagem. Os morangos chamam a atenção não só pela cor, mas também pelo tamanho e pelo sabor.

“O nosso morango é doce. As pessoas vêm de Vitória procurar nosso morango na roça. Você oferece um morango para degustação e a pessoa acaba levando de duas a três caixas. Sempre tem gente nova chegando”, falou o agricultor Paulo Ronchi.

A fruta garante o sustento da família Ronchi. A criançada aproveita a lavoura no quintal de caca. “De vez em quando tem que vir pegar um. Eu como muito”, admitiu o estudante Murilo Ronchi.

Os pés estão carregados e o morango bem maduro. “De junho a final de agosto são nossos melhores meses. A procura é maior”, contou o agricultor Sergio Ronchi.

A colheita do morango é comemorada com festa no final de semana em Domingos Martins, na região de montanhas do Espírito Santo. Tudo acontece em um espaço aos pés da pedra azul, conhecido como morangão. Até domingo, mais de 20 mil pessoas devem passar pelo lugar. Este ano, tem novidade.

“A atração da festa este ano é uma torta que tem aproximadamente 200 quilos”, contou Hilton Passos, coordenador da festa.

Para preparar a torta foram gastos mais de 800 ovos, trinta e cinco quilos de trigo, noventa quilos de açúcar, dezesseis litros de leite e cem latas de leite condensado, além de 35 quilos de morango. E a produção não parou por aí. Voluntárias da festa fizeram outras 300 tortas menores. Elas garantem que ninguém sai do lugar sem experimentar pelo menos um pedaço.

A Festa do Morango termina no domingo dia 2 de agosto.


Um pouco mais sobre Domingos Martins no Espírito Santo

O município de Domingos Martins foi colonizado por alemães, pomeranos e italianos, que a partir de meados do século XIX deixaram a Europa para começar uma vida nova no Brasil.

Os primeiros a chegar foram os alemães, em 1847, quando fundaram em Santa Isabel, neste município, a primeira colônia alemã no Espírito Santo. O grupo era formado por 39 famílias, sendo 23 católicas e 16 luteranas, vindas da região montanhosa do Hunsrück (Costa do Cachorro), na Prússia Renana, das cidades de Koblenz, Lötzbeuren e Traben-Trarbach, em número de 163 pessoas.

Em 1859, somaram-se aos primeiros colonos outros alemães, provenientes da região do Hesse do Reno. Entre 1857 e 1873, ocorreu o fluxo de pomeranos para a região de Santa Leopoldina e Melgaço.

Os pomeranos vieram da região que ficava situada entre o norte da Alemanha Ocidental e a Polônia. Ela fazia parte da Alemanha desde 1200. Durante o feudalismo estava vinculada ao Império Prussiano, mas, a partir de 1945, dois terços da Pomerânia foram anexados à Polônia e a outra parte ficou na Alemanha.

Embora haja registros sobre a chegada de pomeranos ao Espírito Santo entre 1829 e 1833, para participarem da construção e limpeza da estrada projetada Vitória (ES) – Ouro Preto (MG), eles não fundaram colônias nem se estabeleceram de imediato no Estado. Muitos nem permaneceram na região.

O fluxo de pomeranos para as regiões de Santa Leopoldina e Melgaço se deu mais tarde, entre 1857 e 1873, num total aproximado de 2.143 pessoas. Os pomeranos que hoje se encontram em Domingos Martins se concentram mais em Melgaço (na Sede e na localidade de Califórnia) e em Paraju (na Sede e nas localidades de Tijuco Preto e Rio Ponte). Eles vieram da província pomerana das regiões de Koslin, Kolberg, Greifswald e outras. Chegaram à colônia de Santa Isabel subindo o rio Santa Maria da Vitória até a cachoeira de Santa Leopoldina.

A partir de 1859, vieram, também, os primeiros italianos para a colônia de Santa Isabel. Nessa época havia em Santa Isabel, 27 italianos, mas o maior fluxo de italianos para a região começou em 1875. A ocupação italiana concentrou-se no distrito de Aracê. No início do século vinte (por volta de 1900) apareceram na região os primeiros imigrantes italianos. A sua chegada ocorreu por caminhos até então desconhecidos pelos alemães e que foram desbravados a partir de outras direções. Uma primeira leva chegou pelo lado de São Floriano, subindo de Alfredo Chaves pela região de São Bento de Urânia. Eles chegaram até o alto de Pedreiras e começaram a atrair outras famílias que foram adquirindo a posse dos alemães que voltavam para a região de São Rafael. Uma outra leva chegou por trás da Pedra Azul, passando por Castelinho em direção a São Paulinho.

A colônia progrediu gradativamente e logo emancipou-se de Viana. Foi elevada à condição de Freguesia em 1869 e Distrito Policial em 1878. No dia 20 de outubro de 1893 o município de Santa Isabel desmembrou-se de Viana por meio do Decreto Estadual Nº 29.

Pela Lei Estadual nº 1307, de 30 de dezembro de 1921, o município de Santa Isabel passou a denominar-se Domingos Martins, em homenagem ao herói capixaba Domingos José Martins, que nasceu em 9 de maio de 1781 no município de Itapemirim e participou como líder da Revolução Pernambucana, tendo sido fuzilado em 12 de junho de 1817 na Bahia.

Globo Rural /www.agronline.com.br / Wikipédia

A perda do idioma italiano em Mato Grosso do Sul

Pouco se tem falado sobre a imigração italiana em Mato Grosso do Sul. Os anais do país registram poucas informações, às vezes nenhuma, a respeito do assunto. Os estudos mais fundamentados foram desenvolvidos por universidades de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul de modo que o jornalismo do estado ficou sem respaldo científico para elaborar matérias com dados mais organizados e precisos.

Mato Grosso do Sul é um estado com dois milhões e trezentos mil habitantes. Destes, quatrocentos mil são ítalo-descendentes e italianos. Aproximadamente 5% da população. Somente em Campo Grande, capital, vivem duzentos mil, a começar pelo governador do estado que é italiano e o prefeito do município que é ítalo-descendente. Depois temos reitores de Universidades, diretores de hospitais, diretores de Museus, representantes eclesiásticos, empresários do setor frigorífico, do comércio, turismo, gastronomia e demais segmentos da sociedade, que são italianos ou ítalo-descendentes. Embora se tenha congregado, nesta região, um número relevante de italianos que tentam preservar um legado cultural, por meio de associações, grupos de danças, um Centro Cultural (que promove cursos de culinária, cursos de língua, câmbios de produtos e serviços, feiras multicoloridas entre outras coisas) os falantes do idioma italiano limitam-se a um contingente de, no máximo, duas mil pessoas.

A consciência da importância de um idioma para se alcançar a compreensão de uma cultura é quase nula. Os que se iniciaram na linguagem fizeram-no por interesses divergentes. A maioria para conseguir cidadania italiana, já que há uma exigência por parte da embaixada. Poucos se dão conta de que a língua e a cultura são inseparáveis e, o idioma não é apenas um instrumento de comunicação. Cultura, pensamento e linguagem se inter-relacionam de tal forma que um interfere no outro sendo fatores igualmente determinantes para a aproximação ou afastamento da nação de origem. O que suscita uma pergunta, por que a perda do idioma foi mais acentuada nesta região do Brasil? Uma questão que intriga, mas não é difícil de ser respondida.

Os italianos chegaram aqui no final do século XIX e início do século XX, influenciados pelas terras doadas pelo governo com o intuito de povoar o extenso estado de Mato Grosso que, no final da década de 70, foi dividido em dois, ficando Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Parte desses imigrantes já habitava o sul e sudeste do Brasil e migraram para o sul de Mato Grosso em busca de melhores condições econômicas. Outra parte veio da Itália com destino ao Uruguai e Argentina, mas, por conta da navegação nos rios Paraná, Paraguai e Cuiabá, acabaram fixando-se no estado. Não foram raros os casos em que famílias acabavam se dividindo, ficando alguns membros nos países do Prata e outros no Mato Grosso. Desembarcavam em Corumbá, Aquidauana, Coxim, Cáceres, Miranda, Cuiabá, entre outras localidades, que ofereciam amplo campo de trabalho para todos. O contingente de imigrantes italianos para esta região foi tão significativo que em 1892 foi fundada a “Sociedade Italiana de Beneficentes” (Societá Italiana di Instrutione-Beneficiência-Fratellanza), uma entidade que se fortaleceu e chegou a construir na Praça da República, em Corumbá, um suntuoso prédio para sua sede própria e que, posteriormente, foi ocupado pelo Governo Federal durante a II Guerra Mundial (1939/1945). Também, em 1914, instalou-se em Corumbá o Consulado da Itália para dar suporte a toda essa gente.

Ligados a terra, como camponeses que antes foram, os italianos tiveram que se adaptar a um outro tipo de cultivo: a atividade pecuária. Considerando que as propriedades para a criação de gado exigiram maior espaço, e, considerando também a extensão de um estado ainda por povoar, as famílias de imigrantes foram se isolando. A falta de estradas, pontes, o transporte precário e outros fatores que envolviam a comunidade da época, contribuíram para que os italianos se integrassem à cultura brasileira, deixando de exercitar com regularidade a língua de partida. Muitos prosperaram rapidamente, deixando, em segundo plano, a idéia de voltar à pátria. Outros passaram por dificuldades financeiras, mas mantiveram-se fortes e persistentes. Eram religiosos e desenvolviam explicações plausíveis para justificar a presença italiana no cerrado de superfície plana recoberta por árvores retorcidas. Era a vontade de Deus. Debaixo de um céu claro e cintilante, o calor incomodava não apenas durante o dia, mas também à noite, quando uma chama, dentro de um bojo de lampião, iluminava os troncos das árvores e as faces esculpidas de esperança de que dias melhores viriam.

Irene Bizotto, empresária do ramo de turismo, conta que tanto a família do pai (Bizotto) como a da mãe que é Lolatto, vieram do norte da Itália, da região de Vicenza e se estabeleceram aqui com o propósito de “juntar algum dinheiro” e mais adiante voltar, mas nunca algum deles voltou. Conta ela que eram todos muito batalhadores e dinâmicos. As avós tinham um traço matriarcal muito latente e conduziam a família com mãos de ferro. Eram fortes, não admitiam a melancolia provocada pela lembrança de uma possível felicidade perdida. Qualquer tendência à autocomplacência era podada rente à raiz. Dizia a avó paterna que o céu era o mesmo em qualquer parte. Na verdade, os imigrantes precisavam ser resistentes e para isso, buscavam conforto em qualquer verdade pronta. Irene declara que compreende a língua italiana, mas não fala. Diz que o plurilinguismo foi um dos principais fatores para o esquecimento da língua. Em seu caso, as duas famílias falavam dialetos diferentes e não conseguiam estabelecer uma comunicação eficaz entre si, de modo que o idioma português foi logo tomando todos os espaços. Conta também que amigos que, esporadicamente, visitavam sua casa, foram abolindo, gradativamente, o idioma de suas conversas. De um modo geral, os imigrantes que se fixaram aqui eram pessoas simples, com baixo nível de escolaridade, vivendo as condições sócio-econômicas prevalentes no norte da Itália e, consequentemente, só falavam a língua restrita ao lugar de onde vieram.

Já o ex-senador da república, José Fragelli in Os italianos em Mato Grosso (PÓVOAS, Lenine C., 1989) diz que a avó, nascida em Livorno, cidade adiantada, com indústria naval e outras fábricas, não só sabia ler e escrever como seguiu lendo com regularidade e foi freqüentadora da Ópera na Itália. Cantava longos trechos de variadas óperas enquanto trabalhava. Seu avô, Giuseppe Fragelli passou antes pelo Uruguai e depois fixou-se em Mato Grosso do Sul. Foi o maior proprietário de casas e prédios em Corumbá, além de sua descendência fazer parte do mais notável círculo político do Brasil. A língua italiana, como na maioria das famílias, foi sendo esquecida pelos mais velhos por falta de um ambiente para a sua manutenção. O que, consequentemente, implicou na identidade cultural. Os filhos dos imigrantes, imersos na cultura popular brasileira, foram influenciados pelos programas de rádio, literaturas, escolas, de forma que eram pressionados a falar o português e, com o tempo, já não conseguiam falar a língua de origem.

O aprendizado e a manutenção de determinada língua fazem parte do fortalecimento dos laços. Segundo o teórico Bakthin, “As linguagens são inseparáveis das visões de mundo e dos seus portadores vivos”, o que significa que, ao se adotar uma nova língua, adota-se também uma nova forma de ver o mundo. Uma língua faz o pensamento dos falantes manter-se voltado para o lugar cultural de origem, de forma que as palavras vão ganhando vida pelo espírito com que é falada, pela veia que pulsa o pensamento.

Quando se perde uma língua, perdem-se também as idéias que vinham sendo retransmitidas ao longo dos séculos, perdem-se as intuições poéticas dos mais antigos, perde-se também o desejo de nomear coisas, de invocar nomes, de dizer verdades e ouvir as verdades que nos dizem. Deixa-se de costurar, naquela língua, os retalhos do conhecimento que vestiu uma cultura. A perda de um idioma leva consigo intermináveis combinações, méritos, modos, mímicas, mágicas e toda uma musicalidade advinda de sua origem. Despertar a memória dessa linguagem esquecida, do êxtase que repousa, como que hibernado nos corações adormecidos é tarefa para os mais jovens, dos que vêem no idioma um âmbito que não se pode medir ou quantificar, um “lugar” onde se podem encontrar os seus semelhantes, como é o caso do Sr. Maurizio Vito Papa, presidente do Centro Cultural Italiano – CCI, e da Câmera de Comércio Ítalo-Brasileira do estado e que, há cinco anos no Brasil, desenvolve um trabalho de resgate, como nunca feito antes, em prol da cultura italiana. Talvez, daqui a algum tempo, o quadro apresente alguma mudança. No momento, o que se pode afirmar é que a cultura italiana influenciou muito o estado de Mato Grosso do Sul com toda sua tradição, no entanto, sobre o idioma, o que podemos dizer é que viveu aqui, respirou os ares sul-mato-grossenses, moveu-se com orgulho e dignidade, nadou em nossas águas, inscreveu-se em nosso tempo e, com ele, fundiu-se, dissolveu-se, desaparecendo deste território, silenciosamente.




Lucilene Machado




Colaboração Lea Beraldo http://www.imigrantesitalianos.com.br/