sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Renúncia de Bento XVI teria relação com 'lobby gay' na Igreja, diz jornal

De acordo com o "La Repubblica", documento entregue ao Papa apontaria escândalos como desvios de dinheiro e serviços sexuais

Itália -  A revelação sobre casos de prostituição de seminaristas e homossexualidade entre integrantes da Igreja Católica chocou Bento 16 a ponto de ele se decidir pela renúncia. A informação foi publicada pelo jornal italiano ‘La Repubblica’, nesta quinta-feira.

De acordo com a reportagem, os detalhes sobre episódios de sexo, disputas de poder e mau uso de dinheiro estavam no documento de 300 páginas recebido por Bento 16 em dezembro. O jornal afirma que ele teria dito, ao ler a papelada produzida por investigadores do escândalo conhecido como Vatileaks, que o documento teria de ser entregue a um novo Papa, “mais forte, jovem e santo para poder enfrentar o trabalho”.  

Foto: EFE
Bento XVI decidiu demitir-se, afirmando que "este relatório deve ser entregue ao próximo Papa, que deverá ser bastante forte, jovem e santo para poder enfrentar o trabalho que o espera" | Foto: EFE
Em escutas telefônicas que buscavam provas de casos de corrupção, os investigadores acabaram chegando a um nigeriano chamado Chinedu Thiomas Eheim, integrante do coro da Reverenda Capela Musical da Basílica de São Pedro no Vaticano. Ele atuava como cafetão, oferecendo serviços sexuais com jovens estudantes. “Tem dois metros de altura, pesa 97 quilos, tem 33 anos e é completamente ativo”, disse Eheim numa das gravações.

ENCONTROS SEXUAIS
Os encontros sexuais, segundo informa o ‘La Repubblica’ com base na investigação, aconteceram num centro estético dentro do Vaticano, num vilarejo fora de Roma, numa sauna e num alojamento universitário.
Segundo a publicação italiana, pela primeira vez a palavra ‘homossexualidade’ teria sido pronunciada na residência do Papa, quando ele recebeu o documento produzido pelos investigadores do escândalo do Vatileaks. 


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Dia do imigrante italiano no Brasil

No dia 21 de fevereiro de cada ano será comemorado no Brasil o dia da imigração italiana. A data foi instituída pelo Governo Brasileiro através de uma Lei Federal promulgada no dia 02 de Junho de 2008 pelo Vice Presidente da República do Brasil, Sr. José Alencar. A data foi escolhida em homenagem ao navio de imigrantes venetos que desembarcou em Vitoria, Espirito Santo, no dia 21 de fevereiro de 1874.

Fonte e imagem ACIBRAMG

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Satélite da Nasa registra imagem de erupção do vulcão Etna, na Itália


Vulcão Etna entrou em erupção esta semana (Foto: Nasa Earth Observatory/Jesse Allen and Robert Simmon)


Vulcão Etna é visto em erupção por meio de imagem de satélite (Foto: Nasa Earth Observatory/Jesse Allen and Robert Simmon)

Após dez meses de baixa atividade, monte explodiu 3 vezes em 36 horas.

Vulcão emitiu lava, rochas e nuvem de cinzas, segundo instituto do país.

Do G1, em São Paulo
Cada uma das erupções teve emissão de lava, rochas e nuvem de cinzas, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália.

Uma imagem de satélite divulgada pela agência espacial americana (Nasa) mostra o vulcão do Monte Etna, na Itália, entrando em erupção nesta quarta-feira (20).

O registro foi feito pelo aparelho Observing-1 (EO-1), em raios infravermelhos. A foto abaixo combina esse comprimento de onda com uma imagem no formato RGB, para diferenciar a lava, a neve, as nuvens e a floresta da região.

O vulcão Etna se manteve em baixa atividade por dez meses, e acabou transbordando lava entre esta terça (19) e quarta-feira, com três explosões em 36 horas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Brasil tem candidatos para eleição na Itália; voto é recebido até esta quinta

Juliana Cardilli Do G1, em São Paulo
 
Em meio às incertezas que envolvem a renúncia e a sucessão do Papa Bento XVI, a Itália, país que abriga o Vaticano, vai às urnas no próximo domingo (24) e segunda-feira (25) para escolher seus deputados e senadores, que irão formar o próximo Parlamento Italiano e apontar o novo primeiro-ministro do país. Algumas centenas de milhares de brasileiros e italianos no Brasil têm um papel importante na eleição – eles podem votar e escolher senadores e deputados que os representarão em Roma.

Diferentemente de outros países, os cidadãos italianos que vivem fora da Itália não votam em candidatos representantes das regiões italianas – e sim em pessoas que irão representar os expatriados no Parlamento do país europeu. Desde 2006, os italianos no exterior têm direito a 12 deputados e seis senadores no Parlamento.

Cada continente possui algumas vagas. Na América Latina, serão eleitos quatro deputados e dois senadores, maior número depois do reservado para a Europa. Os habilitados a votar já receberam suas cédulas em casa e devem enviá-las de volta aos consulados, que receberão os votos até esta quinta-feira (21).

Edoardo Pollastri é candidato ao Senado italiano pela América Latina; ele já ocupou o cargo entre 2006 e 2008 (Foto: Juliana Cardilli/G1) 
Edoardo Pollastri é candidato ao Senado italiano pela América Latina; ele já ocupou o cargo entre 2006 e 2008 (Foto: Juliana Cardilli/G1)
 
Nesse contexto, há italianos que vivem no Brasil e até brasileiros que são candidatos a representar a América Latina como parlamentares em Roma. “É exatamente a mesma posição do deputado e senador eleito na Itália. Temos os mesmos deveres, votamos em tudo, opinamos nos assuntos italianos, no orçamento do país”, explica Edoardo Pollastri, que já representou o Brasil como senador na Itália entre 2006 e 2008, e tenta agora voltar ao Parlamento pela Unione Sudamericana Emigrati Italiani (Usei). “Mas temos também que dar atenção aos problemas da comunidade italiana no exterior e convencer os outros senadores a tomar medidas em favor dos italianos que moram fora.”

Pollastri, de 80 anos, foi eleito em 2006 e fez um governo de apoio à centro-esquerda italiana. Seu mandato deveria ter durado quatro anos, mas houve a antecipação das eleições para 2008, e ele não conseguiu ser reeleito. Agora mudou de estratégia – se aliou a Usei, uma lista cívica de candidatos da América Latina, e espera votos não apenas dentro do Brasil para conseguir se eleger.

O italiano veio para o Brasil em 1975, onde criou suas filhas e se ligou à política. No período em que foi senador, se dividiu entre Roma e São Paulo, o que pretende repetir caso seja eleito novamente.

Entre suas principais propostas, estão tentar minimizar a fila de pretendentes à cidadania e aumentar o intercâmbio entre micro e pequenas empresas italianas e brasileiras, além de promover um maior intercâmbio entre os jovens brasileiros e italianos. “Em 2006 fiz parte de uma comissão que conseguiu contratar 150 pessoas a mais nos consulados de todo o mundo para acelerar o processo de cidadania. A solução seria uma grande força-tarefa para resolver em um ano e limpar essas pendências”, explica.

No campo dos negócios, ele espera usar novamente sua experiência como presidente da Câmara de Comércio Itália-Brasil e ex-presidente da empresa de alimentos Visconti.

Outro parlamentar que tenta estender seu mandato é Fabio Porta, de 49 anos, atualmente dono de uma das vagas de deputado reservada à América Latina e em busca da reeleição pelo Partito Democratico. Porta começou a ter contato com o Brasil aos 30 anos e se mudou para São Paulo em 1998, onde desenvolveu cooperações socioeconômicas entre Brasil e Itália. Desde 2008, é um dos deputados da América Latina na Itália.

“É uma experiência extraordinária em termo de contato com a maior comunidade italiana fora da Itália e de grande trabalho no plenário e na Comissão Assuntos Exteriores com os meus colegas”, explica. Entretanto, como opositor do ex-premiê Silvio Berlusconi, Porta também teve experiências negativas, por “não ter encontrado, na maioria do Parlamento e na interlocução com o Governo, o interesse e disponibilidade necessários para a solução dos grandes problemas da nossa comunidade – por exemplo, acabar com ‘fila da cidadania’ nos consulados.”

Fabio Porta é deputado representando a América Latina na Itália e tenta a reeleição (Foto: Divulgação) 
Fabio Porta é deputado representando a América
Latina na Itália e tenta a reeleição (Foto: Divulgação)
 
Como propostas, Porta que instituir um fundo para refinanciar a força-tarefa para solucionar os problemas nos consulados – questão também abordada por Pollastri -, além de melhorar o atendimento consular, aumentar o intercâmbio entre as universidades e microempresas e instituir nas escolas italianas o ensino sobre a presença italiana no mundo, entre outros.

Recepção dos colegas
A inclusão de 18 parlamentares representando os italianos no exterior não foi recebida de braços abertos por todos em Roma.  “As recepções foram diferentes dependendo dos eleitos. Quem não fala bem italiano não é bem recebido no Parlamento. Houve certa resistência no início, mas eu fui muito bem recebido, já tinha uma certa experiência política”, afirma Pollastri, candidato ao Senado.

Para o deputado Fabio Porta, os representantes do exterior estão conquistando aos poucos a confiança e o respeito dos colegas. “Não foi fácil [para eles] aceitar 18 parlamentares que pegaram o lugar de outros tantos eleitos em Itália”, explica.

Os dois “brasileiros” que já ocuparam cargos no Parlamento também criticam os candidatos do exterior que não falam italiano fluentemente e não veem o cargo com seriedade. “Hoje posso dizer que me sinto respeitado e valorizado plenamente.  Infelizmente, em todos os eleitos no exterior, especialmente pela América do Sul, desenvolveram um trabalho adequado ao nosso mandato. Isto, de forma indireta, influenciou negativamente o papel de todos os eleitos no exterior”, afirma Porta.

O cônsul da Itália no Rio de Janeiro, Mario Panaro, ressalta a importância que esses representantes podem ter, apesar de seu número pequeno em relação ao Parlamento – são 630 deputados e 315 senadores no total. “É um percentual reduzido, fica abaixo de 5%, mas esse limite é compensado pela representatividade. Eles representam um território muito grande, onde a Itália tem interesse. Podem expressar pedidos e propostas que são úteis não apenas para as comunidades que eles representam, mas para os interesses da Itália no mundo e nos outros países.”

Quem pode votar
Os italianos que vivem no Brasil e os brasileiros com cidadania italiana que tenham mais de 18 anos podem votar – quem tem entre 18 e 24 anos vota apenas para deputado; a partir dos 25, também é possível escolher os senadores. Os eleitores que moram no Brasil podem escolher dois deputados e um senador.

O voto é feito pelo correio. Todos aqueles que estavam em dia com seus cadastros nos consulados italianos e informaram que residem no exterior receberam as cédulas de votação em casa, acompanhadas de um envelope já com selo para que elas sejam enviadas à representação consular. O prazo limite para o recebimento das cédulas por parte do consulado é até esta quinta-feira (21) às 16h. Por isso, quem ainda não enviou seu voto deve se apressar.

Segundo o cônsul da Itália no Rio, cerca de 250 mil pessoas estão habilitadas a votar nas eleições italianas no Brasil. Entretanto, a participação não tende a ser alta. “Em 2008, apenas 51% dos habilitados votaram no Brasil. Na Itália esse índice chegou a 69%”, explica Panaro.

As vagas sul-americanas são normalmente dominadas por argentinos – a Argentina tem uma colônia italiana maior que a brasileira e também maior taxa de participação na eleição. Até hoje, apenas Pollastri e Porta foram eleitos como representantes do Brasil. Atualmente, os dois senadores a América do Sul são argentinos. Além disso, apenas um venezuelano já foi deputado.

O cônsul ressalta a importância do envio dos votos. “Um número expressivo de eleitores que participam significa um maior interesse na política italiana, uma maior referência quando o parlamento se reúne e leva em conta as propostas de lei que serão feitas por cada deputado, cada senador. Se tem uma participação menor no voto, significa um interesse menor, isso pesa na consideração de cada continente”, afirmou.

O deputado Porta destaca o dever civil daqueles que obtiveram a cidadania. “Da mesma forma que lutamos para ver reconhecida a nossa cidadania temos que lutar para exercer com seriedade o direito-dever de ser parte de uma comunidade mais ampla.   É a única maneira de garantir a permanência da nossa representação junto ao Parlamento italiano.“

O atual contexto econômico na Itália e no Mundo também deve ser um incentivo ao voto. “Estamos perante grandes desafios na Itália. Nós passamos por um período que foi sobretudo de dificuldades econômicas e sociais, mas que também marcou um engajamento maior para ultrapassar os obstáculos. Fomos obrigados a reformar o país, com um cronograma muito mais apertado que pensamos antes. O próximo governo será obrigado a continuar nesse caminho, para poder assegurar condições econômicas e de crescimento compatíveis com as exigências dos jovens, da população”, afirmou Panaro.

Ex-premiê Silvio Berlusconi tampa os olhos durante evento em Roma (Foto: REUTERS/Max Rossi) 
Ex-premiê Silvio Berlusconi tampa os olhos durante evento em Roma 
(Foto: REUTERS/Max Rossi)
 
Contexto das eleições
Assim como em 2008, estas eleições também foram adiantadas - depois que Mario Monti, o atual premiê, anunciou sua renúncia. Ele, que é senador vitalício, lidera uma coalização centrista. O centro-esquerdista Pier Luigi Bersnani lidera as pesquisas, e o ex-premiê Silvio Berlusconi, que ocupou o cargo por quatro vezes, faz parte de uma coalizão de centro-direita.

A renúncia do Papa, anunciada na semana passada e marcada para o dia 28 de fevereiro, deve influenciar os resultados, segundo analistas. Além de diminuir a presença dos candidatos na mídia – tomada por reportagens sobre o Vaticano, há possível associação a ser feita por eleitores entre a decisão do papa de renunciar por causa da sua idade avançada e a recusa de Berlusconi em fazer o mesmo, apesar de ele ter 76 anos e já ter sido premiê em quatro ocasiões.

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Às vésperas de Conclave, Vaticano mostra seus lugares mais restritos

Da EFe -O Vaticano abriu excepcionalmente nesta terça-feira (19) suas portas à imprensa para mostrar alguns de seus locais menos conhecidos, em vista dos próximos eventos devido à renúncia do papa Bento XVI, que será oficializada no dia 28 deste mês.

Jornalistas de vários países e veículos de imprensa - entre eles a Agência Efe - se reuniram em frente ao chamado Portão Petriano, um dos três grandes acessos ao Vaticano, para participar de um percurso entre os lugares que serão o centro do mundo nos próximos dias quando for efetivada a renúncia de Bento XVI e começar o conclave para escolher seu sucessor.

Imagem mostra os jardins do Vaticano, nesta terça (Foto: Filippo Monteforte/AFP) 
Imagem mostra os jardins do Vaticano, nesta terça (Foto: Filippo Monteforte/AFP)
 
O percurso organizado pelo Vaticano começa na 'Domus Sanctae Marthae' (residência Santa Marta), a poucos metros do Portão Petriano, situado à direita da Basílica de São Pedro e onde ficarão hospedados os 117 cardeais que se reunirão no conclave que elegerá o próximo pontífice.

O edifício moderno e privado de interesse arquitetônico se transformará em um local de vital importância nos dias do conclave, já que, em seus cinco andares e 106 confortáveis suítes, 22 quartos individuais e vários salões, os cardeais trocarão impressões e decidirão o destino da Igreja.

Embora seu interior tenha decoração austera, nada tem a ver com as instalações usadas nos conclaves de épocas passadas, onde os cardeais ficavam em quartos separadas por biombos, sem banheiros individuais e com as janelas seladas para impedí-los de se comunicar com o exterior.

Mosteiro 'Mater Ecclesiae', residência que Bento XVI escolheu para viver após sua renúncia (Foto: Gregorio Borgia/AP) 
Mosteiro 'Mater Ecclesiae', residência que Bento XVI escolheu para viver após sua renúncia (Foto: Gregorio Borgia/AP)
 
De Santa Marta começa a subida à colina do Vaticano, onde se passa por aquela que foi a estação ferroviária do pequeno Estado, agora transformada em um 'centro comercial' para os mais de 4.000 funcionários do Vaticano.

De lá se chega ao imponente palácio neoclássico do 'Governatorato', sede do governo do Vaticano, em cujo interior podem ser vistos vários escritórios, todos com a foto de Bento XVI.

A visita ocorre com rapidez, já que às 14h locais os jardins do Vaticano fecham suas portas aos turistas para que o papa possa desfrutar da calma e da privacidade de um sereno passeio.

Bento XVI costuma fazê-lo frequentemente. Não são longos passeios, mas momentos de oração e contemplação em algum dos pequenos cantos dos jardins onde reina um incomum silêncio em contraste com a caótica Roma. O silêncio, por sinal, foi o grande protagonista durante o passeio pelos 22 hectares dos jardins que ocupam metade da área do Estado pontifício.

Basílica de São Pedro vista dos jardins do Vaticano (Foto: Filippo Monteforte/AFP) 
Basílica de São Pedro vista dos jardins do Vaticano (Foto: Filippo Monteforte/AFP)
 
O mosteiro 'Mater Ecclesiae', residência que Bento XVI escolheu para viver após sua renúncia, fica em uma área afastada dos jardins com uma privilegiada vista para a cúpula de São Pedro, e do qual são observados os telhados da Capela Sistina, onde será colocada a chaminé que anunciará a escolha do novo pontífice através de uma fumaça branca.

Trata-se de um lugar estratégico, completamente cercado por um grosso muro, um jardim de limoeiros e laranjeiras, fresco e amplo para que Bento XVI possa passear e se dedicar a suas reflexões e orações.

O edifício, já conhecido como 'a Boa Retirada' no qual vive um grupo de freiras, tem quatro andares e 12 celas monásticas. Em seu térreo ficam o refeitório, a cozinha e a enfermaria, uma biblioteca e uma capela.

O mosteiro atualmente está sendo reestruturado, e se trabalha durante todo o dia todo para terminá-lo o mais rápido possível e torná-lo o mais acolhedor possível para a chegada do novo hóspede.

Após sua renúncia, Bento XVI passará cerca de dois meses na residência apostólica de Castelgandolfo (a cerca de 30 quilômetros de Roma) até que termine a reestruturação do mosteiro.

Berlusconi promete fim de imposto

Roma - Uma carta assinada pelo ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi tem chegado à casa de muitos italianos com a promessa da restituição do IMU (o IPTU italiano) se eles votarem em seu partido, o Povo da Liberdade (PDL).
  
O texto fala do compromisso de Berlusconi, em caso de vitória do PDL no pleito de 24 e 25 de fevereiro, de trabalhar por "um pacote de fortes reduções fiscais", e anuncia que a abolição da IMU será feita "no primeiro Conselho dos Ministros" após as eleições.
  
O IMU, considerado por muitos analistas como "o imposto mais odiado pelos italianos", foi introduzido em 2011 pelo governo técnico de Mario Monti em um momento de forte crise econômica para controlar o déficit orçamentário. 

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imagem arquivo Google

Maroni: Não mudaremos a lei de cidadania

alt"Não vejo razão pra mudar as normas", diz o leguista

O secretário da Liga Norte, Roberto Maroni, se diz contrário a mudanças no princípio de “ius sanguinis”, pelo qual a cidadania italiana é transmitida de cidadãos italianos a seus filhos.

“Os imigrantes que vivem na Itália legalmente têm os mesmos direitos dos italianos, exceto com relação ao direito de voto. Após 10 anos de residência o imigrante pode solicitar a sua naturalização italiana. O percurso burocrático, após o meu governo como ministro do Interior, passou a ser de apenas um ano. Não vejo motivos para mudar as normas”, afirmou o leguista.

“O que aconteceria se mudássemos a lei? O filho do imigrante irregular se tornaria italiano. O verdadeiro objetivo [dos que propõem a mudança] é o de ampliar o número de votos para os partidos de esquerda. Bersani [candidato a primeiro-ministro pelo PD] promete mudar a lei de cidadania no primeiro Conselho de Ministro. Nós, no primeiro Conselho de Ministro, queremos cancelar o IMU”, disse.

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Reprovado há um mês, marroquino tenta novamente e obtém a cidadania italiana

altPrefeito leguista havia mandado imigrante aprender italiano

A notícia havia causado polêmica. Mohamed El Meliani, um operário de origem marroquina e residente na  Itália há 21 anos, onde vive com mulher e dois filhos, tinha quase encerrado o processo de cidadania italiana quando algo deu errado. De fato, em janeiro deste ano, o imigrante havia se apresentado à prefeitura de Vigonovo, cidade próxima a Veneza, para o fazer o juramento previsto para o procedimento de naturalização, mas não conseguiu ler o texto e foi  mandado para casa, pelo prefeito Damiano Zecchinato, para aprender italiano.

“Eu me preocupei porque esta completa falta de integração pode ser perigosa para ele para os demais”, havia explicado na ocasião o prefeito leguista, pedindo ao marroquino que voltasse depois de seis meses. “Espero que neste período ele consiga aprender um pouco de italiano e assim, da minha parte, não terei problemas em concluir a cerimônia de entrega da cidadania italiana”, dissera.

Mas pelo jeito o marroquino aprendeu depressa. De acordo com o site “La Nuova Venezia”, há dois dias El Meliani apresentou-se novamente na prefeitura para fazer o juramento e agora é finalmente italiano. “Em pouquíssimo tempo, El Meliani, que era quase analfabeta, debruçou-se sobre os livros de escola. Aprendeu a falar e a ler em italiano e hoje alcançou o seu objetivo: ser um de nós, para todos os efeitos”, afirmou Zecchinato.

Para quem não acredita em milagres, é um pouco difícil compreender como apenas algumas semanas de estudo possam ter sido suficientes para cancelar a “perigosa e completa falta de integração” que tinham impedido o marroquino de obter  a sua cidadania italiana. El Meliani é um fenômeno? Ou o prefeito leguista havia esticado muito a corda um mês atrás?

Elvio Pasca

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Com Bento XVI em retiro espiritual, cresce especulação sobre novo Papa

Com o Papa Bento XVI em retiro espiritual, às vésperas da renúncia, eram muitas as especulações nesta segunda-feira (18) em Roma sobre os candidatos favoritos para substituí-lo na liderança da Igreja Católica, uma semana após o anúncio histórico de que ele vai renunciar.
Entre os prováveis "papabili" (papáveis), alguns nomes se repetem: o cardeal canadense Marc Ouellet, muito ligado ao Papa, o arcebispo de Milão Angelo Scola, o ganês Peter Turkson, o cardeal Christoph Schonborn, de Viena, e o arcebispo de São Paulo, Odilo Pedro Scherer.

arte veja trajtetória do papa versao 2 (Foto: 1)
Em 2005, Joseph Ratzinger, então braço-direito de João Paulo II, tinha sido capaz de reunir as várias correntes da Igreja, impondo-se por seu peso e incorporando a continuidade, mesmo sem desejar ser Papa.
Mas, desta vez, "não há nenhum claro favorito", considerou o vaticanista americano John Allen, do National Catholic Reporter. Segundo ele, o cardeal Ouellet "é uma fotocópia de Ratzinger", teólogo brilhante, espiritual, simples, mas tímido e pouco midiático.

No entanto, o Colégio dos Cardeais, metade formado por Bento XVI e a outra por seu antecessor, João Paulo II, pode optar, segundo ele, por um clérigo com "um perfil público atraente", no momento em que a prioridade absoluta é a "nova evangelização".
O próximo Papa precisará ter "uma mente aberta", com "a capacidade de aceitar e compreender as diferentes culturas", explicou o cardeal de Paris, André Vingt-Trois, ao jornal "La Stampa".
A imprensa italiana acredita que o secretário de Estado, Tarcisio Bertone, pode defender a escolha de Gianfranco Ravasi, o "ministro" da Cultura, para o posto. O prelado italiano, um dos mais brilhantes da Cúria, é um homem caloroso e midiático, mas considerado por alguns muito intelectual.
Uma antecipação da data do Conclave para em torno de 10 de março é agora uma hipótese plausível, pois os cardeais, presentes em Roma em 28 de fevereiro para saudar o Papa, vão ter tempo de sobra para se reunir.
Bento XVI deve renunciar daqui dez dias. Ele não será visto até o próximo e último Angelus de domingo na Praça São Pedro.
Ele se retirou com a Cúria para "exercícios espirituais" da Quaresma: um "oásis" para ele, depois dos dias tumultuados seguidos ao anúncio de sua renúncia, explicou Ravasi, que dirige estas meditações.
Na capela "Redemptoris Mater", 17 sessões de reflexões do cardeal Ravasi vão ocupar este tempo dedicado tradicionalmente à oração e exame de consciência neste período de preparação para a Páscoa, em 31 de março.

Em sua primeira meditação, este prelado italiano denunciou "os rumores que continuamente atacaram nossos ouvidos nos últimos dias". Ele considerou que o próximo papel de Bento XVI será o de "intercessão" para a Igreja, de seu mosteiro em uma colina no Vaticano.

Ele comparou a situação com Moisés idoso orando no monte pelo povo de Israel. Talvez, de vez em quando, 'um de nós pode imitar Josué e Hour (dois próximos de Moisés) que escalavam a montanha para apoiar os braços de Moisés em oração", afirmou o cardeal, referindo-se uma famosa passagem do Livro de Êxodo.

A Cúria ainda está surpresa, e nem todos digeriram devidamente esta mudança no equilíbrio da Igreja. Alguns defendem que um Papa não pode renunciar, segundo os observadores.

Quinta-feira, citando a sua futura aposentadoria em um mosteiro no Vaticano, Bento XVI disse que "iria se esconder do resto do mundo".

De acordo com seu porta-voz Federico Lombardi, o Papa pretende dedicar-se à oração e escrita, e não vai interferir na ação de seu sucessor.

Mas apenas o fato de Bento XVI, depois de dois meses na residência de Castel Gandolfo, acomode-se em um convento especialmente montado dentro do pequeno Estado terá uma influência psicológica sobre a Cúria.

Além disso, seu secretário pessoal Georg G¤nswein, que se mudará com ele para o mosteiro, deve permanecer o prefeito da Casa Pontifícia.

Ansa entrevista candidatos no Brasil a parlamento italiano

São Paulo -  As eleições gerais na Itália vão ocorrer nos dias 24 e 25 de fevereiro. A eleição foi antecipada em quatro meses, em razão da crise que levou o primeiro-ministro Mario Monti a renunciar ao cargo, após o partido Povo da Liberdade (PDL), do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, retirar o apoio ao governo.
  
Os italianos residentes no Brasil, assim como os brasileiros com cidadania italiana registrados em consulado, participam do pleito, escolhendo quatro deputados e dois senadores para representar a América do Sul no Parlamento italiano.
  
Desde 2006, é possível eleger representantes dos italianos residentes fora da Itália. Os deputados e senadores eleitos na América do Sul terão um voto com o mesmo peso daqueles eleitos na Itália e não necessariamente têm de atuar nos assuntos sul-americanos.
  
A ANSA entrevistou dois candidatos à Câmara e ao Senado: o deputado Fabio Porta, candidato à reeleição, e o ex-senador Edoardo Pollastri, eleito de 2006 até 2008 e agora novamente candidato ao Senado. Pollastri concorre pela União Sul-Americana Emigrantes Italianos (Usei), enquanto Porta é candidato pelo Partido Democrático (PD).
  
"Meu compromisso é para resolver os problemas dos italianos no exterior e para obter maiores recursos para a cultura e para o serviço consular", explicou Pollastri, que alegou como a cultura é "o principal cartão de visita" de um país e produz vantagens sob o aspecto econômico, enquanto permite "desenvolver business".
  
Pollastri, que é presidente da Câmara de Comércio ítalo-brasileira de São Paulo, declarou que vai apoiar a coalizão que se comprometer a resolver os problemas dos italianos no exterior e que espera que o resultado eleitoral permita a formação de uma bancada majoritária sólida e a realização de programas de longo prazo.
  
O deputado Fabio Porta também declarou que vai "lutar para os direitos dos italianos no exterior" e para "reforçar os laços com a Itália, com investimentos na cultura e nas representações diplomáticas italiana". Em particular, o deputado ressaltou como a rede consular está muitas vezes trabalhando com um numero inferior de funcionários em relação as necessidades efetivas, provocando longas filas.
  
Porta acusou o governo do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi de cortes orçamentários que deixaram uma "situação precária" das estruturas culturais e representativas italianas no exterior. Algo que, se re-eleito, o candidato vai tentar reverter. 


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Prefeitura de Milão prepara novo Centro de Imigração

Serviços do Comune, Prefettura, Questura, Asl e Secretaria de Educação de Milão serão reunidos e uma única sede

Realizar uma nova estrutura para oferecer todos os serviços necessários aos imigrantes que vivem em Milão. Este é o objetivo de um acordo assinado na semana passada entre a administração municipal, a ‘Questura’, a ‘Asl’, a ‘Prefettura’ e a Secretaria de Educação daquela cidade.

Segundo a prefeitura de Milão, o “Immigrantion Center” deverá fornecer todas as informações indispensáveis para a orientação de quem se hospeda  ou reside em Milão e será responsável por todos os serviços relacionados às políticas de integração dos imigrantes, como educação, trabalho, moradia, saúde e assistência jurídica, além de medidas antidiscriminação, de bem-estar social, de segurança pública e de intercâmbio cultural. A estrutura contará com escritórios, serviços e pessoal que hoje estão lotados em diversas sedes espalhadas pela cidade, de diferentes órgãos públicos.

O acordo prevê ainda a ativação de uma Mesa Técnica Inter-institucional, com a participação de representantes de todas as entidades aderentes e que servirá como instrumento operativo para reunião e discussão constante entre os diferentes setores e funções relacionadas à presença de cidadãos estrangeiros em Milão. Além disso, o Comune irá disponibilizar um portal da integração na internet, que servirá como espaço para o recebimento e troca de as experiências positivas promovidas em nível territorial.

“O ‘Immigrantion Center’ deverá se tornar um ponto de referência para os cidadãos estrangeiros e imigrantes que vêm à cidade para passar breves períodos ou para morar, revolucionando os serviços de acolhimento e de informação. Os guichês não estarão mais espalhados pela cidade em diferentes órgãos da administração pública, mas estarão todos reunidos numa única sede, com uma única administração. O objtivo é que o centro fique pronto em 2015”, afirma o assessor para Políticas Sociais da prefeitura de Milão, Pierfrancesco Majorino.

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Curiosidade - Sobrenome :Gente que veio da floresta

 
Por que o sobrenome Silva se tornou tão comum no Brasil?

No Império Romano, o nome era um apelido que designava os habitantes das cidades provenientes da selva. No século I a.C., quando os romanos invadiram a Península Ibérica, muitos lusitanos acabaram incorporando a alcunha. Quinze séculos depois, quando chegaram ao Brasil, grande parte deles tinha o sobrenome Silva. Sua difusão acabou sendo incrementada pelos escravos, que chegavam aqui com apenas um nome, escolhido por padres durante as viagens nos navios negreiros. Com a abolição da escravatura, eles passaram a se registrar com o sobrenome dos seus antigos donos.

O lingüista Flávio di Giorgio, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, lembra outro fator que pode ter ajudado a popularizar o Silva. Segundo ele, os portugueses que atravessavam o Atlântico recebiam acréscimos ao sobrenome original. “Quem ficava no litoral incorporava o Costa; quem ia para o interior ganhava o Silva, de selva”, explica. Como a maioria dos escravos era de fazendas do interior, o Silva se espalhou ainda mais após a abolição.

Fonte:  Revista Superinteressante - fevereiro 2000
imagem arquivo  Google