Centenas de milhares de italianos de esquerda fizeram uma passeata em Roma neste sábado (20/10), aumentando a pressão sobre o governo de Romano Prodi, que um ministro do gabinete previu que irá cair nos próximos meses.
Agitando bandeiras vermelhas e de Che Guevara, os manifestantes marcharam pela capital para pedir ao governo -- que inclui vários comunistas -- a deslocar-se mais para a esquerda em questões como a reforma da previdência e das aposentadorias. A manifestação ocorreu uma semana depois de uma passeata anti-Prodi promovida por direitistas, incluindo uma minoria de neonazistas usando camisas negras.
Os esquerdistas disseram que sua manifestação não foi voltada contra Prodi, que recentemente fechou um acordo com os sindicatos para aumentar a idade da aposentadoria e está resistindo a chamados para revogar uma lei trabalhista que facilita as contratações e demissões. "(A passeata) não é contra o governo, do qual fazemos parte -- isso seria autoprejudicial", disse Oliviero Diliberto, líder do Partido Comunista italiano. "É para pedir ao governo que faça melhor." Quando indagado se Prodi tem algo a temer da extrema esquerda -- que derrubou sua primeira administração em 1998 --, Diliberto disse que Prodi deve preocupar-se mais com a outra ala da coalizão, que, teoricamente, pode transferir seu apoio para o bloco de centro-direita do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
O ministro da Justiça, Clemente Mastella, disse a um jornal de sábado que Prodi já não tem maioria no Parlamento e previu eleições gerais para a primavera (no hemisfério norte), três anos antes do previsto. Prodi rejeitou a especulação e classificou de fictício um artigo de um jornal que assegurava que ele admitiu aos líderes da passeata de sábado que seu governo cairia em outubro ou novembro. "É absolutamente tudo inventado", afirmou.
domingo, 21 de outubro de 2007
Esquerdistas protestam em Roma e Prodi nega colapso do governo
Fonte: Reuters













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