segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Exposição Rio 1908: a cidade de portos abertos


O Arquivo Nacional inaugura no dia 24 outubro a mostra Rio 1908: a cidade de portos abertos. Composta a partir de seu acervo de fotografias, obras raras, desenhos e plantas originais, é mais um produto da Instituição voltado às comemorações dos 200 anos da chegada da Corte ao Brasil.

Em 114 imagens do Rio de Janeiro desenrola-se a celebração do centenário da abertura dos portos. Estávamos no auge de uma onda de modernização que movia a elite nacional desejosa de integração ao progresso e afinada com os grandes centros mundiais. A República incorporava também um passado grandioso para os brasileiros, associando-se aos eventos que cem anos antes teriam prenunciado o processo de Independência.

O Rio de Janeiro da Corte de d. João foi visto, entre outros, pelos franceses da Missão artística de 1816. No início do século XX, um outro Rio, de ares franceses, se edificava pela mão de arquitetos como Adolfo Morales de Los Rios e Heitor de Melo. Fachadas art-nouveau, estilo eclético, ruas largas, grupos elegantes que transitam em frente aos hotéis e cafés: um tráfego de multidões assemelhado ao das capitais industrializadas, embora com a memória recente do ruído colonial.

A cidade passa por reformas decisivas: o porto é ligado ao centro, combatem-se doenças, migra a população trabalhadora do centro para a periferia. Para comemorar o centenário da abertura dos portos, organizou-se uma exposição comemorativa na Praia Vermelha, com pavilhões, restaurantes de luxo, parque infantil, grupos posando para fotografias, mulheres de anquinhas, homens de traje completo. Ao fundo, as belas cenas da paisagem natural que em todos os tempos emoldurou o percurso da população pelas ruas antigas, pelos jardins ou pelos bairros que surgiam girando o eixo da cidade sobre si mesma.

Fonte: Arquivo Nacional

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