O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, considerou um triunfo das teorias italianas sobre a composição do Parlamento Europeu a cadeira extra de deputado que Roma conquistou na cúpula da União Européia (UE) para desbloquear o novo tratado do bloco. Prodi destacou o valor "simbólico" do reconhecimento da postura italiana que representa a concessão do deputado diante da insistência dos jornalistas italianos em pedir explicações - durante uma entrevista coletiva - sobre a redução das aspirações iniciais de Roma.
A Itália queria manter a todo custo sua paridade histórica com França e Reino Unido no Parlamento Europeu, mas o novo sistema de "proporcionalidade decrescente" - segundo a população de cada país - utilizado pelo tratado outorgava à Itália dois deputados a menos que a França e um a menos que o Reino Unido. Prodi acabou aceitando o que definiu como "solução equilibrada" de ganhar um deputado e ficar em paridade com os britânicos para não obstaculizar a aprovação da carta institucional. A solução preserva a "questão de princípios" e pode futuramente recuperar a paridade com a França, argumentou, referindo-se às previsões de que, em 2009, a Itália igualará os franceses, com 73 cadeiras parlamentares.Ele agradeceu o reconhecimento europeu à reivindicação italiana, a compreensão mostrada com seus argumentos e a atitude do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, de não se opor a que a Itália igualasse seu número de deputados. Prodi também se disse satisfeito com o fato de a Europa ter resolvido a crise institucional com a aprovação do tratado, que será assinado em Lisboa, em 13 de dezembro, e destacou que agora o bloco pode se concentrar em grandes desafios. Entre eles, destacou o da globalização, o de aumentar os investimentos em educação - o que é considerado imprescindível por ele - e o da mudança climática, no qual ressaltou a importância de cumprir o Protocolo de Kyoto. As relações da UE com a África e a cúpula entre os dois blocos que será realizada em Lisboa em 8 e 9 de dezembro também são objetivos principais da ação externa européia para Prodi.
A África merece "uma política séria, global" devido a sua importância para o sul da Europa, afirmou, ao destacar a iniciativa portuguesa de convocar a cúpula. No entanto, ele disse compreender a decisão britânica de não participar devido à presença do líder do Zimbábue, Robert Mugabe, acusado de violar os direitos humanos.
Fonte: Agência EFE














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