terça-feira, 20 de novembro de 2007

Berlusconi é acusado de fraude fiscal no julgamento envolvendo o Mediaset


O promotor Fabio de Pasquale apresentou ontem, uma nova acusação, desta vez por fraude fiscal, contra o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, durante o julgamento sobre as irregularidades na compra e venda de direitos televisivos do grupo Mediaset.


Além de Berlusconi, proprietário do Mediaset, são réus Fedele Confalonieri, Frank Agrama, Gabriella Galetto e Daniele Lorenzano, todos dirigentes do grupo. Em 8 de outubro, o promotor tinha adicionado uma acusação por suposta falsidade no balanço financeiro de 2000, publicadas em 9 de abril de 2001. Hoje, ele decidiu estender esta acusação com o crime de fraude fiscal do Mediaset relativo a 2003, por um valor de 30,99 milhões de euros. No entanto, após o pedido dos advogados de Berlusconi e Confalonieri, a Justiça determinou que a acusação por falsidade no balanço financeiro de 2000 prescreveu. Com isso, Confalonieri, presidente do Mediaset, foi absolvido, pois todas ações das quais era réu prescreveram.


O advogado do ex-chefe do Governo italiano, Niccolo Ghedini, disse que a nova acusação por fraude fiscal é a prova "de que se quer continuar processando Berlusconi à força". O julgamento continuará no dia 21 de janeiro com as acusações contra Berlusconi e outros dirigentes do Mediaset envolvendo irregularidades na compra e venda de direitos televisivos e se estudará a nova acusação apresentada hoje pela Promotoria. O processo envolve a compra e venda dos direitos de transmissão de filmes americanos por parte do Mediaset, por 470 milhões de euros. O caso envolveu várias transações das quais supostamente teriam participado empresas registradas em paraísos fiscais ao serviço de Berlusconi.


A Promotoria acredita que o preço real dos direitos teria sido inflado de forma artificial, desviando para contas no exterior cerca de 280 milhões de euros e evadindo ao fisco o equivalente a 170 milhões de euros entre 1994 e 1996. O empresário e político também é réu em outro processo pelo suposto pagamento de 580 mil euros ao advogado David Mills, acusado neste caso, em troca de que prestasse falso testemunho em dois processos nos quais o ex-presidente do Governo italiano foi absolvido.


Fonte: Agência EFE

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