
O Senado italiano aprovou nesta sexta-feira (16/11) a lei de Orçamento Geral de 2008, numa votação que era importante para o Governo, pois a maioria de centro-esquerda conta com uma estreita vantagem na Câmara Alta.
A reta final dos debates no Senado foi marcada pela incerteza. A coalizão de centro-esquerda, a União, mostrou algumas de suas divergências internas. Ao mesmo tempo, a oposição conservadora garantia que o orçamento não seria aprovado. O projeto recebeu 161 votos a favor e 157 contra. Agora, ele será submetido à Câmara dos Deputados.
O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, disse à imprensa após a votação que "há uma maioria parlamentar e política idêntica à do dia depois das eleições", há dois anos. Além disso, Prodi lembrou que os conservadores, nas últimas semanas, tinham garantido que o Governo cairia na votação no Senado. Para ele, o líder da oposição, Silvio Berlusconi, deveria dizer "errei". O primeiro-ministro reconheceu que nas últimas semanas foi preciso um trabalho de mediação entre os 16 partidos que formam a sua coalizão. M
as disse que isso é normal nos trabalhos parlamentares. Até o último momento havia dúvidas sobre o apoio dos liberal-democratas de Lamberto Dini. Dini afirmou antes da votação que "é importante se guiar pela ética da responsabilidade, que levou a votar a favor do orçamento" porém, ressaltou que "é preciso um Governo diferente".
Berlusconi disse num comunicado depois das votações que "a esperada implosão da centro-esquerda se verificou" e que as discussões entre os aliados representam "o fim deste Governo". "Em sintonia com a grande maioria dos cidadãos, insistimos em nossa batalha política para mandar para casa esta companhia governamental daninha para o país", acrescentou.
A votação foi marcada pela tensão, com gritos dos parlamentares. O presidente do Senado, Franco Marini, teve que intervir, batendo com o martelo para pedir ordem.
Um senador da oposição chorou ao ver que havia se enganado na votação de uma emenda, permitindo assim a sua aprovação.
Fonte: Agência EFE













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