Os anos passam, mas o glamour dos discos de vinil insiste em se manter reinante na história da discografia. Mais de 1.200 capas de LPs acabam de ganhar o devido destaque: as "embalagens de arte" estarão expostas em uma mostra na cidade de Pisa (Itália) até o fim de janeiro, homenageando artistas como Andy Warhol e Mario Schifano. "Os grandes grupos [fonográficos] utilizavam os melhores fotógrafos, artistas e diretores de arte para suas capas. Ainda é possível lembrar de algumas belíssimas, presentes nessa mostra que compreende mais de 1.200 capas", diz o idealizador do projeto, Alfonso Giannone. Quase todos os músicos, produtores e artistas estão de acordo sobre o fato de que o mundo da música era mais amplo e bonito quando ainda existiam os vinis.
O tamanho dos discos exigia uma capa de proporções maiores, o que, por sua vez, permitia grande liberdade artística para designers, desenhistas e publicitários, que conseguiam montar verdadeiros quadros para cada lançamento. O segmento deixou muitos artistas famosos, que acabaram se especializando na arte de compor capas para discos (como David Stone Martin ou Burt Goldblatt), elevando os LPs ao nível de produto refinado e completo (fundindo música e arte visual em um só produto). Tal possibilidade diminuiu muito com o advento dos cds, que diminuíram o tamanho dos estojos, encurtando o espaço para grandes criações. De Andy Warhol, que criou mais de 60 capas em sua carreira de artista publicitário, a mostra exibe o primeiro trabalho, feito em 1953 para Guglielmo Tell e dirigido por Arturo Toscanini, a capa "Banana spelling" para o Velvet Underground, de 1967, e muitas outras raridades.
Da Ansa It














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