
Por Ronaldo Luiz Pinheiro Alves, de Milão
Especial para o Blog do Ale' Italia!
As coisas aqui são bem diversas que no Brasil. Existem algumas correntes que comentam a greve dos caminhoneiros de maneira diferente. Se a pessoa que estiver falando pertencer a um sindicato, ele falará que o movimento está acontecendo por falta de bons salários, o que não deixa de ser uma verdade, porque as pessoas que trabalham dentro dos escritórios e que comandam o setor de carga e descarga na Europa, de modo geral, estão ganhando muito dinheiro. Se a pessoa que lhe der a entrevista for ligada ao Governo de Prodi, comentará que esta é uma forma de tentar balançar as estruturas governamentais, tentando forçar uma situaçao de carência de materiais de primeira necessidade, principalmente nesta época do ano, em que todas as atenções estão voltadas paras as festas e os comerciantes esperam equilibrar as contas para pagar os tributos do próximo ano. Se for uma pessoa ligada ao grupo de Berlusconi, dirá que o atual governo não tem codições de administrar o País e que o mais certo hoje são novas eleições para a escolha de um novo governante. Hoje, a aceitação do governo Prodi está em crise. Segundo alguns jornalistas neutros, o atual governo não está conseguindo administrar a malha pública, tendo que recorrer aos empréstimos do FMI e da UE.
O que mais está marcando nesta greve é a força de uma classe que consegue parar um País. Não tenho dúvidas de que existem empresários do setor de transportes que comungam com as propostas oposicionistas, manipulando a atual situaçao.
* Ronaldo Luiz Pinheiro Alves é jornalista
Foto: La Repubblica













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