A maioria dos italianos está angustiado com a chegada do Natal, que este ano é o mais pobre dos últimos tempos por causa da crise social no país gerada pela desvalorização dos salários e o aumento do fosso entre ricos e pobres. "Estamos ganhando menos. A verdade é que aumenta consideravelmente o fosso entre nossos salários e o custo de vida. Os salários são baixos, temos que admitir", afirmou Walter Veltroni, o prefeito de Roma e secretário nacional do Partido Democrático, o segundo da península.
A próspera Itália, sinónimo do milagre econômico, que competia com nações poderosas como a Grã-Bretanha na década de 80, terá uma ceia menos farta nas festas do fim deste ano. Segundo pesquisa realizada com comerciantes e publicada pelo jornal Il Corriere della Sera, sete em cada dez negociantes acreditam que a situação nas vésperas do Natal é "problemática" porque "o consumo está paralisado". Os dados globais sobre a situação social do país confirmam o chamado mal-estar do italiano médio. Os dados do relatório anual do Centro de Estudos e Pesquisas Sociais (CENSIS), especializado em pesquisas socio-económicas, publicado no início de Dezembro, retratam uma nação "velha e deprimida", a mais infeliz da Europa, "apática e preguiçosa, que cresce, mas não se desenvolve", destacou o órgão. Segundo cálculos do escritório de estatísticas da Europa, o Eurostat, relativos a 2006, o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante da Espanha superou o da Itália.
Calcula-se que 12,9 por cento da população italiana, ou seja, 7 mil 535.000 são pobres, segundo dados do Instituto de Estatística Nacional (ISTAT), que estima que há quatro anos o percentual não muda. A queda do poder aquisitivo dos italianos levou 66 porcento das famílias com filhos a percorrer diversas lojas em busca de ofertas. Além disso, 58 por cento das famílias fazem as suas compras nos mercados de bairro, feiras ou supermercados com descontos.
Da AFP














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