terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Morto chefe da máfia siciliana, Daniele Emmanuello


Foi morto em um confronto com a polícia na província de Enna, a sudeste de Palermo, o chefe da máfia da cidade siciliana de Gela, Daniele Emmanuello, que estava na lista dos 30 criminosos mais perigosos da Itália. Procurado desde 1996 por associação com a máfia, tráfico de drogas e homicídios e condenado à prisão perpétua, o mafioso de 43 anos estava escondido em um casebre em um pequeno sítio na zona rural de Villapriolo.

Emmanuello era considerado o comandante do grupo homônimo de mafiosos que opera em Gela. Sua história criminal começa cedo, por conta das "tradições" familiares: seu tio Angelo, chefe da máfia local, foi assassinado por seus homens de confiança, que fundaram o grupo mafioso "Stidda". Por vingança, a "família" Emmanuello aliou-se aos homens da Cosa Nostra (um dos principais grupos mafiosos da Itália, atuante na Sicília) encabeçados por Giuseppe "Piddu" Madonia. O conflito acabou em uma retaliação sangrenta.

Recentemente, o delator e ex-mafioso Ciro Vara acusou Daniele Emmanuello de envolvimento no desaparecimento, em 1993, do pequeno Giuseppe di Matteo, filho de um ex-mafioso que se tornou colaborador da polícia. No ano passado esteve sob os holofotes sua esposa, que, não possuindo oficialmente nenhum patrimônio, estava no grupo dos 165 beneficiários do programa Renda Mínima de Inclusão do município de Gela. O prefeito, Rosario Crocetta, depois dos resultados das investigações patrimoniais e judiciárias, afastou a mulher.

Para o prefeito "a partir de agora, em Gela a palvra máfia deixa de existir" porque "o grupo foi aniquilado pelas operações das forças da ordem e da justiça". Segundo Crocetta, "Emmanuello foi responsável pela destruição da economia e do desenvolvimento de Gela, onde o chefão reunira os exércitos de Cosa Nostra e de Stidda". O vice-presidente da Comissão Parlamentar Antimáfia da Itália, Giuseppe Lumia, afirmou que Emmanuello era considerado há muito tempo um dos chefes mais perigosos e cruéis da Cosa Nostra. Para ele, as forças da ordem e da justiça demonstraram que a caça aos foragidos continua sem descanso, e que o rigor do Estado será máximo. Por esse motivo, "os chefões mafiosos deveriam se render", acrescentando que "os demais fugitivos também devem sentir a pressão do Estado".

Adaptação do Ansa It.

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