Sting, Andy Summers e Stewart Copeland (fundo) durante o show. (Foto: Mauro Nascimento/G1)
Mais de 70 mil pessoas cantaram os sucessos da banda no Maracanã.Apresentação contou com a abertura dos Paralamas do Sucesso. Diferente das apresentações de 1982, quando a quantidade de fãs foi suficiente para encher o ginásio do Maracanãzinho, mais de 70 mil pessoas cantaram na noite deste sábado (8), com abertura dos Paralamas, os maiores hits do trio. E não foram poucos. "Synchronicity" e "Walking on the moon" deram início a uma seqüência praticamente idêntica ao repertório mostrado nos outros shows da turnê atual.
Inovação, aliás, era característica vinculada à banda três décadas atrás. Agora, o grupo responsável pela fusão de reggae, punk e pop parece simplesmente cumprir o dever para com os fãs com uma apresentação burocrática. Vale dizer, porém, que se trata de bons músicos, e isso não mudou. Apesar de alguns deslizes, a voz de Sting continua clara. Na mesma medida, a guitarra de Andy Summers e a bateria de Stewart Copeland proporcionam bons momentos. A agressividade, no entanto, não é mais a mesma. Mesmo as canções que não chegaram a virar clássicos são tão radiofônicas que até um adolescente que não viveu o auge da banda reconhece. "Driven to tears" e "Hole in my life" serviram de trilha sonora para a dispersão, com direito a movimentação rumo aos bares e banheiros do Maracanã. Mas Copeland faz soar seu gongo oriental e "Every little thing she does is magic" reanima.
O Rio de Janeiro parece ter exercido certo efeito em Sting – o cantor até esboçou um sorriso em alguns pontos altos da apresentação, como em "De do do do, de da da da", e conversou com a platéia em português. "Que saudade do Brasil", disparou, apresentando o baterista. "Querem cantar comigo? Tem 70 mil pessoas aqui hoje. Me mostrem suas 140 mil mãos". "Walking in your footsteps", "Can't stand losing you" e "Roxanne" fecharam a primeira hora e meia de apresentação, aplaudida e acompanhada em massa pelos fãs. O intervalo foi a deixa para o público gritar "Meeengo!", mas a banda logo retornou para o bis. O grupo atacou de "King of pain" e não deixou dúvida: a noite era mesmo dos hits.
A esperada "Every breath you take" veio depois de "So lonely". "Next to you" encerrou o show. Se os ânimos entre os integrantes sempre foram meio exaltados – fato que ficou claro em alguns shows da turnê -, os músicos estavam de bom humor ou souberam disfarçar muito bem em sua passagem por aqui. Em "When the world is running down", Sting chegou perto da guitarra de Summers, grudando o ouvido no instrumento. A cena fez parecer que os dois eram amigos de longa data que nunca chegaram a seguir caminhos diferentes.
O Globo on line














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