quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Roma: torcedores não são terroristas


Os dois torcedores que foram presos em Roma no dia 11 de novembro não serão acusados de terrorismo, após o ataque a uma delegacia de polícia em seguida à morte do torcedor Gabriele Sandri em Arezzo. A sentença foi decidida em tribunal, a fim de manter detidos Cláudio Gugliotto, 21 anos, e Saverio Candamano, 27, excluindo a contestação da promotoria. Foi a primeira vez que a promotoria contestava como terrorismo atos de violência de torcedores. A acusação foi formulada porque o ataque a uma delegacia de polícia e os brados de slogans fascistas poderiam originar de uma confusão política que levaria a mais desordens. Foram cerca de 200 pessoas que atacaram o comissariado com gás lacrimogênio e bombas.

Francesco Romeo, advogado de Gugliotti, comentou que a sentença do tribunal "reduz parcialmente a gravidade das acusações do terrível episódio, fruto de uma reação originada de um curto-circuito emocional coletivo". Estão em prisão domiciliar Valerio Minotti, de 21 anos, e Lorenzo Sturiale, de 30, os outros dois torcedores acusados de terrorismo por terem atacado a delegacia. Ambos ainda enfrentam processo contra os crimes de lesão, devastação e "porte abusivo de objetos contudentes". Durante os confrontos entre torcedores da Lazio e Roma, foram presas mais três pessoas, que ainda precisam ser julgadas pelo tribunal.

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