Cerca de 30 mil pessoas participaram ontem em Turim de uma manifestação sindical após a morte de quatro operários e o ferimento grave de outros três na usina siderúrgica ThyssenKrupp durante a semana passada. Os manifestantes, depois de chegarem na praça central Castello, observaram dois minutos de silêncio em memória às vítimas, solicitados por um operário da siderúrgica que sobreviveu ao desastre. Durante a manifestação, o comércio fechou em sinal de luto e muitos pedestres aplaudiram. Os trabalhadores, que não puderam entrar em greve porque a lei os obriga a avisar com muita antecedência (ferroviários e condutores de veículos públicos), pararam simbolicamente por dois minutos.
Alguns manifestantes, ao passar diante da União de Industriais gritando “assassinos, assassinos!”, lançaram ovos e pedras. Os operários da siderúrgica distanciaram-se dos manifestantes e afirmaram que aqueles que agiram desta forma não são trabalhadores da usina. “Se desejássemos tomar a indústria a ferro e fogo, o teríamos feito nós mesmos”, afirmou um funcionário. O pai de um dos quatro mortos, Nino Santino, logo atrás das primeiras faixas, mostrou um jornal com a foto dos falecidos e dos feridos e gritou repetidamente “eles pagaram muito caro”. Da manifestação participaram representantes dos maiores sindicatos italianos (CGIL, CISL, UIL), a ministra da Saúde Livia Turco, o ministro de Solidariedade Social Paolo Ferrero, a presidente da região do Piemonte Mercedes Bresso, o presidente da província de Turim Antonio Saitta, o prefeito desta cidade Sergio Chiaparino e representantes de vários partidos da maioria.
Ansa














Nenhum comentário:
Postar um comentário