terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Premiê italiano irá ao Congresso para tentar evitar renúncia



O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, pedirá nesta terça um voto de confiança do Congresso em uma sessão que acontecerá amanhã, anunciou após a reunião dos porta-vozes dos grupos políticos da Câmara dos Deputados. Após o voto de confiança na Câmara dos Deputados, o Governo de Prodi também precisa do apoio do Senado. Os democrata-cristãos da União Democrática para a República (Udeur) anunciaram ontem que estavam abandonando a coalizão de Governo, o que deixa o Executivo sem maioria no Senado. A decisão será comunicada por Prodi ao Congresso numa visita prevista para as 8h30 de Brasília. Após o anúncio, a sessão será suspensa.


As declarações de voto começarão amanhã às 12h de Brasília e a votação será realizada cerca de duas horas depois. Apesar de a Udeur ter manifestado a intenção de não apoiar o Governo, Prodi obterá a maioria no Congresso, indicam os últimos cálculos. O grande problema, que começou junto com sua legislatura, será a votação no Senado, onde a coalizão governamental tinha até agora duas cadeiras de vantagem, mas ficou em minoria ao perder o apoio dos três senadores da Udeur. No entanto, Prodi pode contar com os votos dos senadores vitalícios que sempre o apoiaram: Carlo Azeglio Ciampi, Emilio Colombo, Rita Levi Montalcini e Oscar Luigi Scalfaro. Além disso, poderiam se juntar a eles Giulio Andreotti e Francesco Cossiga. Por outro lado, a oposição conservadora continua pedindo a renúncia de Prodi e o anúncio de eleições antecipadas. A legislatura termina em 2010.


O ex-primeiro-ministro e líder do partido Força Itália, Silvio Berlusconi, afirmou que a única solução são as eleições no segundo semestre deste ano. Ele também descartou a possibilidade de um Governo institucional provisório.

Do Globo on line/EFE

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