A Promotoria de Roma pediu 16 meses de prisão para a empresária e estilista italiana Paola Fendi, acusada de oferecer um vestido de noiva à filha de Vincenzo Tardiola, subdiretor do departamento de cemitérios da capital italiana, em troca de uma autorização para a construção de um mausoléu num dos sepulcrários da cidade. O Ministério Público também pediu de um ano e meio a dois anos e meio de reclusão para outras 18 pessoas acusadas de "irregularidades relacionadas à concessão de permissões para a construção de túmulos no cemitério monumental de Verano", o maior de Roma, segundo meios de comunicação locais.
Entre os acusados, que respondem na Justiça aos crimes de formação de quadrilha, corrupção e abuso de autoridade, figuram ex-membros de uma comissão municipal, marmoristas e funcionários da empresa pública responsável pelos cemitérios da cidade. As irregularidades foram descobertas durante uma investigação sobre a destruição da parte judaica do cemitério de Verano, em julho de 2002. A rede de corrupção, que a Promotoria considera uma "verdadeira organização criminosa", também emitia títulos de honra falsos, os quais permitiam a obtenção de autorizações para a construção de túmulos. No cemitério de Verano estão enterradas celebridades do cinema italiano como Marcello Mastroiani, Vittorio Gassman, Alberto Sordi, Ana Magnani e Alida Valli.
Da Ansa
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