quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Itália marca eleições antecipadas para 13 e 14 de abril


As eleições italianas foram marcadas para os dias 13 e 14 de abril, depois do anúncio da dissolução do Parlamento pelo presidente Giorgio Napolitano. Pela legislação da Itália, as eleições têm de ser convocadas em um prazo de até 70 dias depois da dissolução do Parlamento. Com a antecipação do pleito, os italianos irão às urnas apenas dois anos depois de Romano Prodi ter derrotado o então primeiro-ministro Silvio Berlusconi na eleição mais apertada da história recente do país.

Prodi apresentou sua renúncia no dia 24 de janeiro, depois de ter perdido no Senado o voto de confiança que poderia garantir a continuidade de seu mandato. Curiosamente, Berlusconi hoje lidera as pesquisas de intenção de voto e é visto como o favorito para assumir o próximo governo.Segundo Christian Fraser, correspondente da BBC em Roma, esta foi a segunda legislatura mais curta da história da República italiana.

O presidente Giorgio Napolitano não escondeu a sua frustração ao anunciar a dissolução do Parlamento. Napolitano havia tentado durante vários dias obter apoio entre os vários partidos para a formação de um governo interino que, segundo ele, deveria realizar uma reforma das leis eleitorais, que muitos consideram ser a base da instabilidade política do país.Sob o atual sistema de representação proporcional, os partidos menores com apenas alguns assentos detêm o equilíbrio de poder no Parlamento. No entanto, os partidos italianos de direita, liderados por Silvio Berlusconi, rejeitaram a idéia e o presidente foi obrigado a aceitar a derrota.Portanto, o país deve ir às urnas em abril com o mesmo sistema de representação proporcional.

Atualmente, há 39 partidos no Parlamento, e, de acordo com pesquisas de opinião, a coalizão de Berlusconi tem uma vantagem de dez pontos sobre os seus adversários nas pesquisas.Walter Veltroni, o prefeito de Roma, deve substituir Romano Prodi como candidato de centro-esquerda para o cargo de primeiro-ministro.Veltroni é o líder do maior partido de centro-esquerda da Itália, o recém-formado Partido Democrático, e deu sinais de que gostaria de disputar as eleições sozinho, sem o apoio de outros partidos da coalizão de centro-esquerda.

Da BBC

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