O presidente do Senado italiano e premier interino, Franco Marini, encarregado de avaliar as condições políticas para levar a cabo uma reforma eleitoral no país, recebe nesta segunda-feira os líderes dos maiores partidos de direita e de esquerda, entre os quais Silvio Berlusconi, apesar do luto pela morte de sua mãe. No último dia de consultas, Marini se reuniu pela manhã com os líderes políticos Gianfranco Fini , Silvio Berlusconi e Walter Veltroni.
O líder da oposição conservadora, cuja mãe faleceu neste domingo (3) aos 97 anos, exige eleições antecipadas imediatas e após o encontro com Marini voltou a afirmar que “estamos convencidos de que a melhor coisa a fazer para enfrentar os graves problemas do país, seja a de dar imediatamente à Itália um governo legitimado pelo voto popular”. "Todos juntos apoiamos o presidente do Senado Marini na sua tentativa, mas decidirá a posição de Berlusconi, que até agora está irredutível e insiste em eleições imediatas”, comentou hoje (4) o premier demissionário Romano Prodi.
Marini começou os contatos políticos hoje de manhã reunindo-se com o líder da direitista Aliança Nacional (AN), Gianfranco Fini, que também pediu para ir às urnas. “Reiteramos ao presidente Marini que para a AN não existem condições para o surgimento de uma maioria que apóie um governo para uma nova lei eleitoral”, disse Fini ao cabo do encontro com Marini. Apesar de certo otimismo do presidente do Senado sobre a solução à crise, prevalece um clima de campanha eleitoral, principalmente entre representantes da direita, que esperam retomar o governo no caso de eleições antecipadas. Se sua tentativa fracassar, a decisão voltará a estar nas mãos do presidente da República, Giorgio Napolitano. esquerda, no entanto, defende uma reforma eleitoral para garantir mais estabilidade aos governos futuros. A lei eleitoral atual, aprovada nos últimos meses de governo de Silvio Berlusconi, é considerada por alguns analistas como a responsável pela instabilidade política no país. O último premier, Romano Prodi, deixou o cargo em 24 de janeiro, após perder o voto de confiança no Senado.
Da Ansa














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