quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Mãe de Betancourt recebe a solidariedade da Itália e do Vaticano


O Governo italiano e o Papa Bento XVI expressaram hoje sua solidariedade a Yolanda Pulecio, mãe de Ingrid Betancourt - seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde fevereiro de 2002 - e que está em visita à Itália. Apesar da atual situação política na Itália, onde hoje o Parlamento foi dissolvido e foram convocadas eleições para abril, o ministro de Assuntos Exteriores e vice-primeiro-ministro do país, Massimo D'Alema, recebeu Pulecio para prestar-lhe a "solidariedade" de toda a Itália.

Segundo um comunicado do ministério de Assuntos Exteriores italiano, D'Alema disse estar preocupado com "o destino de todas as pessoas que estão seqüestradas na Colômbia" e desejou à mãe de Betancourt que sua filha possa voltar para casa "muito em breve".O ministro assegurou a Pulecio o compromisso da Itália de "promover uma solução não-violenta ao drama dos reféns e de facilitar a retomada de um processo de paz baseado na salvaguarda dos direitos humanos ".D'Alema afirmou que "incentivará o Governo amigo da Colômbia a tomar o caminho da reconciliação nacional" e pediu a "todas as formações armadas para que renunciem à violência e comecem a se desarmar, condições necessárias para uma solução política duradoura".

A mãe da política franco-colombiana também se reuniu hoje com o presidente da Câmara dos Deputados italiana, Fausto Bertinotti, que disse esperar que "as instituições européias se comprometam em apoiar a campanha" de Pulecio, que pediu ao político para que a Itália utilize "sua influência para pedir a libertação de todos os reféns". Na manhã de hoje, a mãe de Betancourt teve o encontro mais "emocionante" do dia, ao trocar algumas palavras com o Papa Bento XVI após a tradicional audiência geral das quartas-feiras.Pulecio confessou à imprensa que mal pôde conter as lágrimas durante seu encontro com o Pontífice."'Eu sou a mãe de Ingrid', lhe disse. E ele me assegurou que a tem sempre em suas orações, pois sabe as condições nas quais ela está", explicou.A mãe da ex-candidata presidencial colombiana acrescentou que "somente" conseguiu dizer ao Papa "que precisava das orações pela vida de sua filha e de todos os seqüestrados".

Durante sua estadia na Itália, Pulecio também conversou com os representantes da comunidade católica de Santo Egídio, conhecida por sua mediação em muitos conflitos e por seus esforços contra a pena de morte.Sua viagem pelo país europeu continuará nos próximos dias, com uma "peregrinação religiosa" à cidade de Pádua e ao santuário mariano de Loreto, ambos no norte italiano.

Da EFE

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