O circuito sul-americano da exposição "Viagem à arte italiana" será inaugurado no Chile, na próxima segunda-feira, pelo presidente italiano, Giorgio Napolitano, no Centro Cultural Palácio da Moeda na capital. A mostra agrega cem obras que representam os maiores movimentos artísticos da Itália desde 1950 até hoje. A exposição começa pelo Informalismo italiano, com obras do ítalo-argentino Lucio Fontana, considerado percussor do movimento minimalista na Itália, e de Alberto Burri, cuja obra é diferenciada pela utilização de materiais pouco usuais nas suas telas. A mostra traz também obras dos mais famosos artistas italianos, como Michelangelo, e segue atravessando os períodos de "abstração, figuração, os anos 60, o pop art, as tendências mais analíticas, a arte conceitual" até chegar "às novas expressões de videoarte e às novas pinturas", segundo Lorenzo Canova, curador responsável.
As telas, esculturas e videoinstalações fazem parte da coleção de arte do palácio do Ministério das Relações Exteriores de Roma (conhecido como "La Farnesina"). Canova reforçou a importância da mostra "pois nos permite recomeçar um circuito que possibilite o conhecimento da arte italiana". A coleção ficará dois meses no Chile e depois partirá para a capital peruana, Lima, seguindo para Buenos Aires, São Paulo e Guadalajara (México), permanecendo de um mês a 40 dias em cada cidade. Ano passado, a mostra completou um circuito por países do leste europeu como Romênia, Hungria, Polônia e Bósnia. "Creio que, neste momento, o Ministério das Relações Exteriores é uma das instituições mais atentas à divulgação da arte italiana no exterior", disse o curador. Segundo a produtora da exposição, Concetta Branciamore, esta é a primeira experiência do Ministério com uma mostra itinerária. "Compreendemos que, além de facilitar as relações, é mais fácil entrar em um continente através de um circuito", pois há uma grande economia de frete, explicou Concetta. Só para levar as obras até o Chile, foram gastos 50 mil euros em transporte aéreo. Além disso, devido ao alto valor comercial das peças - uma delas foi vendida por 13 milhões de euros na semana passada -, recolhidas nos maiores museus italianos, a coleção está protegida por um seguro de mais de 20 milhões de euros.
Da Ansa














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