terça-feira, 11 de março de 2008

Exposição na Itália reúne os minicarros do passado


Iso Isetta chegou a ser produzida no Brasil com o nome de Romi-Isetta (Foto: Divulgação)


A paixão da Europa pelos minicarros pode ser vista em uma exposição destes pequenos notáveis em Roma. Cerca de 40 modelos de minicarros produzidos após a Segunda Guerra Mundial compõem a exposição “Machinette – o design dos minicarros no século XX”, que estará aberta até o dia 6 de abril. São os carrinhos que fizeram sucesso no mercado europeu nos anos 1950 e 1960, ganhando destaque até no cinema, e deram origem a uma tendência hoje consagrada pelos modernos, porém ainda pequenos, Fiat Cinquecento, Smart e Mini Cooper. Com um formato parecido com um ovo, capacidade para duas pessoas e um projeto baseado na união de duas motos scooter lado a lado, os minicarros viraram a solução para o transporte pessoal na Europa após a guerra.

Ideais para circular nas ruas estreitas dos centros históricos das cidades européias, os minicarros acabaram sendo uma opção também para países de outros continentes, principalmente o Japão. “Os minicarros podem ser a solução para o trânsito e a poluição nas grandes cidades”, destaca o curador da mostra Cristiano Rosponi. “Infelizmente, as cidades não são planejadas pensando no homem, mas no carro.”

A grande estrela da exposição é uma raridade Iso Isetta de 1955. O carro foi lançado pela companhia italiana Iso SpA no Salão de Turim em 1953. Tinha capacidade para duas pessoas, com entrada pela frente do carro, e foi projetado com base na plataforma das motocicletas scooter. O Iso Isetta tinha 2,3 metros de comprimento por 1,4 metro de largura. O motor de 236 cilindradas e 9,5 cavalos de potência permitia uma velocidade máxima de 75 km/h. O tanque tinha capacidade para 13 litros de gasolina. O carro fez sucesso nos anos 50, sendo produzido também na França (Velam-Isetta), Alemanha e Inglaterra (BMW-Isetta), e também no Brasil, com o nome de Romi-Isetta, entre 1956 e 1961, com cerca de três mil unidades produzidas na fábrica de Santa Bárbara d'Oeste (SP).

Outro destaque da exposição em Roma é o Messerchmitt Tiger foi fabricado entre 1957 e 1961 pela empresa alemã Messerchumitt tinha um estilo esportivo e um motor de 494 cilindradas, dois cilindros e 20 cavalos, capaz de alcançar 125 km/h. Tinha três metros de comprimento por 1,2 metro de largura.

Também compõem a exposição um Volugrafo de 1946 e um Volpe de 1947. O Fiat 500 é um dos destaques do estande da marca A evolução da engenharia tem permitido a produção de minicarros um pouco maiores e mais potentes, com capacidade até para quatro pessoas (bem apertadas) e motores de 500 a 700 cilindradas. O mercado mundial de minicarros renasceu nos últimos anos. O Smart ForTwo, o pequeno compacto produzido pelo grupo Mercedes Benz (Daimler AG) desde 1998, com 2,5 metros de comprimento, chega agora ao mercado norte-americano após vender 800 mil unidades em 36 países. A Fiat relançou o Cinquecento (500) em 2007 após ter interrompido a produção do minicarro em 1975, tendo vendido na época 3,6 milhões de unidade. O carro com 3,55 metros de comprimento vem conquistando espaço, tendo sido eleito o veículo do ano na Europa em 2007. O Mini Cooper, conhecido como “carro do Mr. Bean”, também faz sucesso na Europa.

Este ano, a Toyota apresentou no Salão de Genebra o carro iQ, para competir no mercado internacional. O iQ mini terá três metros de comprimento (um pouco maior que o Smart Fortwo, que tem 2,5 metros) e capacidade para três adultos e espaço para mais uma criança ou para bagagens. E o Tata Nano, da indiana Tata Motors, promete fazer barulho não tanto pelo tamanho compacto, mas pelo preço: US$ 2,5 mil dólares.

No Brasil não existe a produção nem a comecialização de minicarros.

Do Globo on line

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