sexta-feira, 7 de março de 2008

Lula inaugura obras do PAC


O presidente Lula disse, em discurso no conjunto de favelas do Alemão, em Ramos, no subúrbio do Rio, que o Programa de Aceleração do Desenvolvimento(PAC) em comunidades pobres da cidade, não tem caráter eleitoral.

No discurso que marcou a assinatura de início das obras, Lula acabou cometendo uma gafe ao enaltecer os feitos de seu governo. Ao tentar mostrar a apatia dos governos anteriores, que, segundo ele, durante décadas nada fizeram para solucionar os problema da pobreza no Brasil, ele se referiu à década de 80 como a época do "milagre brasileiro", em vez década de 70. "O que estamos fazendo hoje, poderia ter sido feito nos anos 50, 60, 70, 80, 90 e 2000. Mas a verdade é que tem um monte de políticos no Brasil que só gostam de pobre na época das eleições. É eleito com o voto dos pobres mas governa para os ricos", disse Lula, acrescentando que seu governo está investindo R$ 40 bilhões em todas as capitais do país em programas de obras que contemplam as classes mais baixas da população. Diante de cerca de sete mil moradores do Alemão - segundo cálculos do coronel da PM Marcus Jardim -, Lula foi bastante aplaudido quando voltou a dizer que bandido não deve ser tratado com pétalas de rosa. Mas, ressalvou, a polícia, quando entrar no Alemão, tem de lembrar que ali vivem mulheres e homens trabalhadores que só querem ser tratados com dignidade. As obras do PAC tem causado divisão na opinião das pessoas uma vez que muito dinheiro será gasto e na maioria em embelezamento das comunidades (criação de praças, teleféricos, quadras de esporte) ao invés de ser investido o valor em saúde, educação e melhores moradias para a população carente.

Após o Alemão, Lula foi para o conjunto de favelas de Manguinhos, no subúrbio do Rio e depois inaugurará as obras na Rocinha. O Presidente da República visitará também o Real Gabinete Português no centro da cidade.

Com informações de agências de notícias diversas

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