terça-feira, 4 de março de 2008

Morre Giuseppe Di Stefano


O tenor italiano Giuseppe Di Stefano, célebre por seus concertos com a soprano Maria Callas nos anos 50, morreu ontem , em Milão, aos 86 anos. Di Stefano, considerado uma das vozes mais belas da música lírica junto com Luciano Pavarotti, morto em 2007, teve uma carreira relativamente breve. Sua última atuação foi em junho de 1992 em "Turandot" de Puccini nas Termas de Caracala de Roma.

Di Stefano, que nasceu na localidade siciliana de Motta di Santa Anastasia em 24 de julho de 1921, estava em coma desde 7 de dezembro de 2004, devido aos ferimentos causados quatro dias antes por vários assaltantes que invadiram sua casa de Diani (Quênia). Em 23 de dezembro de 2004 foi transferido a um hospital de Milão, onde permanecia internado até hoje. O nome de Di Stefano, cuja carreira artística se desenvolveu entre as décadas de 40 e 70, está ligado ao de Maria Callas, com quem cantou em várias ocasiões e com a qual estreou em 1951 em São Paulo. Filho de um sapateiro siciliano, estudou em colégios jesuítas e foi aluno do barítono Montesanto. Estreou em 1946 no nortista Reggio Emilia, onde cantou "Des Grieux", de Jules Massenet. No ano seguinte cantou na Scala di Milano e, em 1948, no Metropolitan de Nova York, com "Rigoletto".

Com Maria Callas formou uma das duplas mais famosas do mundo da ópera, com quem apresentou, entre outras, "I Puritani", de Vincenzo Bellini; "Lucia di Lammermoor", de Gaetano Donizetti; "I Pagliacci", de Ruggero Leoncavallo; "Cavalleria Rusticana", de Pietro Mascagni; "La Bohème", e "Tosca" de Giacomo Puccini; "Manon Lescaut (Des Grieux)", de Jules Massenet, ou "Un Ballo in maschera", de Giuseppe Verdi. Também atuou em "Rigoletto", "La Traviata", "Il Trovatore", "Aida" e "La Forza del destino", todas de Verdi. Desta forma, Giuseppe Di Stefano levou ao mercado várias recopilações das mais famosas obras do compositor, sozinho ou com Callas. Colaborou com grandes diretores como Herbert von Karajan (1908-1989) e lotou, além de São Paulo (Brasil), Milão (Itália) e Nova York (Estados Unidos), grandes teatros da Cidade do México (México), Londres (Inglaterra), Viena (Áustria) e Edimburgo (Escócia).

Da Redação do AI com agências internacionais


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