quarta-feira, 12 de março de 2008

Papa lembra os presos pelas "injustiças da justiça"


O papa Bento XVI lembrou hoje, durante a audiência geral, as pessoas que sofrem e que são presas por causa das injustiças "presentes em tanta parte da justiça humana". O pontífice falou sobre o assunto durante a catequese de hoje, na qual também lembrou de Boécio, filósofo italiano que viveu entre os séculos V e VI e que foi torturado, condenado à morte e assassinado pelo rei ostrogodo Teodorico, o Grande, em 525, em Pavia (norte da Itália).Para o papa, a dramática morte de Boécio representa os detidos injustamente, e é um exemplo, também observado atualmente, "das pessoas que sofrem sua mesma sorte por causa da injustiça presente em tanta parte da justiça humana".

Bento XVI ressaltou que é "particularmente absurdo" quando, como no caso do filósofo, se é "torturado até a morte sem nenhum outro motivo que não seja o das próprias convicções, políticas ou religiosas".Para o pontífice, Boécio também ensina a não cair no "fatalismo", pois "o que governa não é a sorte, e sim a Providência, e a Providência é Deus".Bento XVI também falou da figura de outro pensador, contemporâneo de Boécio, Cassiodoro, que se esforçou para "transmitir o imenso patrimônio cultural do Império romano" e "mediar entre as várias povoações bárbaras".Sobre Cassiodoro, o papa disse que sua vida ensina que "o atual choque entre culturas se resolve ao transmitir os grandes valores e ensinar os jovens a via da reconciliação e da paz".

Da EFE

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