O líder do Partido Democrata (PD) italiano, Walter Veltroni, declarou hoje que se houver um empate nas eleições dos dias 13 e 14 de abril entre o PD e a coalizão Povo da Liberdade, liderada por Silvio Berlusconi, o melhor a fazer será ampliar os acordos para as reformas e realizar uma nova votação. "Acredito que vencerei e que os italianos sabem que essa é a ocasião na qual devem votar em um partido que garanta a governabilidade. Mas se não for assim, as reformas terão que ser feitas e a eleição repetida", disse Veltroni.
As declarações de Veltroni foram feitas após as candidaturas de seu partido, anunciadas nesta segunda-feira, terem sofrido duros ataques por parte de radicais e em particular da ministra italiana do Comércio Internacional, Emma Bonino. "Ontem à noite foi dada, escrita à mão, a lista dos candidatos radicais e viu-se claramente que a proposta feita por eles de ter os nove escolhidos não foi mantida", disse a ministra, acrescentando que não se trata de uma questão de negociação. "Pedimos e queremos a certeza de que o PD seja coerente com a proposta que nos fez. Não tenho intenção de apresentar-me em Piemonte. Não vou porque não sou um enfeite, que pode ser mudado de lugar quando quiserem. Não sou um objeto que pode ser usado e transportado. Do jeito que estão as coisas, não creio que valha a pena ser candidata em lugar nenhum", disse Emma, referindo-se a sua candidatura ao governo de Piemonte. A resposta de Veltroni foi rápida: "Os nove radicais estão" na lista de candidaturas.
Da Ansa














Nenhum comentário:
Postar um comentário