terça-feira, 4 de março de 2008

Veltroni em fogo cruzado


Walter Veltroni, candidato a premier do Partido Democrata (PD, centro-esquerda) para as eleições políticas de abril , está enfrentando um fogo cruzado de críticas vindas de seu principal rival, Silvio Berlusconi, líder do Povo da Liberdade (PDL), e das forças de esquerda com as quais não se aliou. A anunciada inclusão nas listas do PD de Massimo Calearo, empresário do nordeste da Itália e presidente da Finmeccanica, associação patronal do setor mecânico, e de Matteo Colaninno, presidente da associação de jovens empresários, é alvo de fortes ataques da esquerda.

Para Orazio Licandro, dos Comunistas Italianos, as candidaturas de Calearo e Collaninno são simples "truques publicitários" por parte de Veltroni, empenhado em "conquistar um eleitorado que ele diz ser de centro, mas na verdade é de direita". O socialista Gavino Angius apontou que como Veltroni disse que o PD "não é um partido de esquerda", o que tem que fazer agora é "renunciar junto a seus companheiros ao Partido Socialista Europeu, com o qual não tem nada a ver". Do contrário, agregou, confirmaria que "está disposto a fazer qualquer coisa para juntar alguns votos". A mesma exigência foi exposta por Bobo Craxi, filho do ex-premier e líder socialista Bettino Craxi, segundo o qual, com suas constantes referências a Barack Obama, Veltroni "nos diz com quem está nos Estados Unidos, mas não diz com quem está na Europa". Berlusconi ironizou as candidaturas do PD, destacando que Veltroni "a essa altura está prometendo tudo e mais um pouco".

"Vejo cada vez mais claro que temos duas esquerdas: uma prática, com mais impostos, mais imigrantes clandestinos, menos segurança e com a tragédia do lixo em Nápoles e a outra das palavras, que é a esquerda de Veltroni, que segue comportando-se como se tivesse passado todos esses anos na oposição e não no governo", disse o candidato do PDL.

Com informações da Ansa

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