segunda-feira, 7 de abril de 2008

Di Santo e a política de aproximação com a América Latina

O vice-chanceler italiano, Donato Di Santo, destacou a política de aproximação com a América Latina do governo Prodi e se mostrou convicto de que o próximo Executivo continuará e melhorará essa relação. Segundo o diplomata, a Itália vai se apresentar "forte" na próxima reunião de cúpula entre os 27 países da União Européia (UE) e os 33 da América Latina e Caribe nos dias 16 e 17 de maio, em Lima. "Estou convencido de que qualquer que seja o novo Executivo, haverá a vontade de prosseguir e inclusive melhorar o trabalho realizado até agora", disse Di Santo. Ele apresentou hoje no Ministério das Relações Exteriores as atas da terceira Conferência Nacional Itália-América Latina e Caribe, que aconteceu em Roma em outubro do ano passado. "Trata-se de uma iniciativa que coloca a América Latina entre as prioridades da política exterior", escreveu o chanceler D'Alema no prefácio do volume que reúne as atas da conferência.

A terceira edição de Itália-América Latina teve uma inédita participação em nível institucional, como demonstraram a presença da presidente do Chile, Michelle Bachelet, e da comissária da UE para as Relações Internacionais, Benita Ferrero Waldner. Representando a Itália, além de D'Alema, participaram o primeiro-ministro Romano Prodi, o presidente do Senado, Franco Marini, e o da Câmara dos Deputados, Fausto Bertinotti. A edição romana da Conferência (as duas primeiras aconteceram em Milão) permitiu "restabelecer as relações com todos os países da América Latina e oferecer uma nova aproximação com diferentes temáticas", disse o vice-chanceler, realçando o papel da Itália como país plataforma para as relações entre Europa e o Novo Continente. Na terceira Conferência foram aprofundados "temas econômicos em setores nos quais os mercados da América Latina se dinamizaram muito nos últimos tempos; também tentamos manter firme a posição a respeito de temas sociais, um setor no qual a Itália esta dando uma forte contribuição", diz o vice-chanceler. Pela grande presença de italianos e pela história de migrações, a América Latina oferece as condições para uma forte presença econômica da Itália e ao mesmo tempo uma sociedade importante que representa "o extremo ocidental da Itália e da Europa". "Nós não fizemos nada de excepcional: pusemos juntos vontade e recursos, além do forte pedido que chegou à Itália de todos esses países", completou Di Santo.

Da Ansa

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