A polêmica na Itália sobre as cédulas eleitorais, desencadeada pela aliança de centro-direita, que as considera confusas, continua de maneira intensa a menos de uma semana da votação, e o líder da Liga Norte, Umberto Bossi, ameaçou "pegar em armas" se não puder votar com clareza "Se for necessário, para deter aos romanos (referência ao governo nacional, NDR) que imprimiram essas cédulas eleitorais que são uma autêntica 'sujeira' e que não permitem votar com sensatez e claridade, poderemos pegar em fuzis", disse Bossi diante cerca de 300 pessoas durante um encontro eleitoral no norte da Itália. Bossi afirmou que "os venetos, os piemonteses, os lombardos não permitirão esta confusão" e acusou o ministro do Interior de ter impresso cédulas que confundiriam os eleitores. "Essa linguagem sempre foi usada por Bossi: quantas vezes falou de fuzis? Os fuzis não existem, para ele pegar em fuzis quer dizer fazer uma batalha política forte sobre as cédulas", defendeu o seu atual, Silvio Berlusconi.
Berlusconi reconheceu que "essas frases poderiam ser evitadas" já que "se sabe que depois essas coisas são instrumentalizadas", e ainda reiterou que as expressões usadas pelo dirigente são "um modo de dizer". As legendas dos partidos que se apresentam como aliados nas eleições (como o Povo da Libertade e a Liga Norte, ou o Partido dos Democratas e Italia dos Valores) aparecem juntos na cédula, o voto será considerado nulo caso o eleitor assinale ambas legendas. Para que o voto seja válido, a cruz deve ser feita em cima de apenas uma das legendas. É possível que seja anulado o voto em que a cruz toque a legenda contígua. Para a centro-direita, essas cédulas não oferecem garantia alguma de que a vontade dos eleitores seja respeitada. Por esse motivo, pede que voltem a ser impressas.
Da Ansa














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