quarta-feira, 9 de abril de 2008

Eleições italianas - projetos dos partidos para fugir da crise


Uma Itália com problemas econômicos graves irá às urnas para eleger um novo Parlamento nos dias 13 e 14 de abril, e as duas principais coalizões que disputam o poder - Partido dos Democratas (PD, de centro-esquerda) e Povo da Liberdade (PDL, de centro-direita) - apresentam programas bastante semelhantes com relação ao objetivo de tirar o país da crise. O crescimento da península desacelerou nos últimos meses, a competitividade das grandes empresas diminuiu e o eleitorado vem perdendo a confiança nas instituições do governo, afirmam os economistas. O país está atravessando uma séria crise de credibilidade, após o desastre do sistema de coleta de lixo em Nápoles, o problema da mozarela com dioxina, a presença de elementos tóxicos em um vinho barato e o fracasso da venda da companhia aérea Alitalia. O governo novo terá que enfrentar em breve uma conjuntura econômica difícil, com uma forte queda no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que, segundo previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), será de 0,3%.

Para reativar o crescimento, será necessário "um acordo de ambas coalizões após as eleições sobre pontos fundamentais, em particular sobre o tema fiscal e os gastos públicos". Para tentar contornar essa conjuntura, tanto o PD de Walter Veltroni, quanto o PDL de Silvio Berlusconi apresentaram programas de governo bastante semelhantes. Em relação ao tema do fisco, o PDL prometeu não taxar as horas extras de trabalho, nem os bônus em dinheiro. O PD prometeu que irá reduzir o imposto sobre os salários em três anos a partir de 2009, outorgar um crédito de 2.500 euros por criança e deduzir impostos de mulheres que trabalham. O PDL, no que concerne a aposentadoria, tema muito importante para a população, se comprometeu a fazer uma indexação sobre o custo de vida com as aposentadorias de menos de mil euros por mês. O PD propõe aumentar as aposentadorias segundo o custo de vida. O PD quer diminuir a dívida pública rapidamente para menos de 90% do PIB, e o PDL sustenta que continuará a sua luta contra a fraude fiscal, além de pretender ceder parte do patrimônio imobiliário estatal e diminuir os gastos públicos de um ponto do PIB.

Da Ansa

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