A companhia aérea Ryanair anunciou hoje que apresentou um recurso à Comissão Européia para impedir o que considera "uma ulterior ajuda de Estado ilegal" para a Alitalia, em referência ao empréstimo concedido pelo governo italiano à companhia de bandeira. "A Alitalia já recebeu mais de cinco bilhões de euros em ajudas de Estado ilegais, mas a Comissão Européia, como sempre em caso de companhias de bandeira, fecha os olhos e faz como se não houvesse nada", escreveu a Ryanair em um comunicado. O empréstimo de 300 milhões de euros à companhia italiana foi aprovado na última terça-feira pelo conselho de ministros do atual governo italiano, como uma medida emergência para conter a crise da estatal. Hoje, o Executivo da União Européia enviou uma carta à Itália pedindo informações adicionais sobre o empréstimo e deu como prazo para a entrega desses dados o período de dez dias úteis. "Em relação à carta enviada hoje pela Comissão da UE sobre o empréstimo a Alitalia, o governo confirma que em um prazo de dez dias úteis, como foi exigido, dará as informações solicitadas e, como garantia de que a intervenção é juridicamente correta, cumprirá os procedimentos previstos pelo Tratado Europeu", disse em nota o governo de Romano Prodi. Logo após o fracasso das negociações com a Air France-KLM para a venda da companhia, o premier eleito nas últimas votações de 13 e 14 de abril, Silvio Berlusconi, disse estar planejando a criação de uma coalizão de empresários italianos para que relancem a companhia aérea, mas que para que esse projeto possa vingar são necessárias várias semanas ou até meses.













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