
Ele também insistiu na proposta, anunciada inicialmente por ele no dia 21, de usar as Forças Armadas para proteger aterros sanitários. "Vamos usar a força nacional -- o Exército", disse ele na sua segunda reunião ministerial em Nápoles em pouco mais de uma semana. O lixo se acumula nas ruas de Nápoles desde o fim do ano passado, quando todos os aterros foram declarados cheios. Além disso, a Camorra (máfia local) está envolvida na administração de lixões industriais clandestinos. Berlusconi promete resolver o problema dentro de três anos. Há uma semana, o gabinete aprovou um pacote legislativo contra a crise. Na sexta-feira, uma fonte oficial disse que os soldados podem ocupar também os centros de triagem do lixo. "O que está em jogo são as regras básicas para evitar que se escorregue da democracia na anarquia", justificou Berlusconi. Nesta semana um juiz de Nápoles determinou a prisão domiciliar de 25 pessoas, inclusive empregados da construtora Impregilo, por supostas irregularidades no despejo de dejetos.Um dos investigados, poupado da prisão, é o chefe de polícia da cidade, Alessandro Pansa, que nega irregularidades.
Berlusconi defendeu a nomeação de um promotor especial para acompanhar a crise do lixo. O ex-juiz Antonio di Pietro, célebre por seu trabalho contra a corrupção, hoje atuando como um importante político de centro-esquerda, disse que tal medida poderia afetar o trabalho dos promotores locais.
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