Para deixar o Código Civil da Itália mais "europeu e adequado aos tempos atuais", o partido dos Radicais apresentou hoje uma verdadeira reforma dos direitos civis ao Parlamento. A união entre homossexuais, o direito de adotar crianças para solteiros e a igualdade total entre filhos legítimos e bastardos estão entre as "novidades" solicitadas no país. O grupo reconhece que não foi possível implementar tais mudanças no último governo de Romano Prodi (centro-esquerda) e que agora existem novas dificuldades para as propostas, inovadoras e laicas, diante do governo conservador de Silvio Berlusconi (líder do Povo da Liberdade e recém-eleito premier da Itália).Os Radicais explicam que os direitos da família sempre foram marcados pela discriminação no país. Por exemplo, de um lado são colocados os filhos legítimos e as esposas, enquanto do outro lado aparecem os filhos "bastardos" e as concubinas. Agora, o grupo quer estender todos os direitos a ambas as situações, além de conceder à mãe o direito de dar seu próprio sobrenome ao filho, enquanto hoje prevalece o sobrenome do pai. Com as reformas civis de 1975, a paridade entre as pessoas foi conseguida em parte, mas ainda falta muito, segundo parlamentares e promotores italianos.
No pacote de propostas estão "modificações sobre o código civil sobre os impedimentos matrimoniais", que na prática abrem estrada para uniões do mesmo sexo e eliminam qualquer tipo de discriminação. Queremos dar forma e substância jurídica às dezenas de milhares de casais de fato", explicam os radicais. Pessoas solteiras, que hoje conseguem adotar filhos somente em alguns casos, também seriam beneficiadas.
Com informações da Ansa













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