quarta-feira, 18 de junho de 2008

Alemanha ajuda Nápoles a resolver caos do lixo

Trem de 56 vagões chega a Hamburgo todos os dias carregando 635 toneladas de lixo. Europa sofre com problemas para tratamento e processamento de dejetos.

Lixo napolitano chega a local de processamento em Hamburgo, na Alemanha

O lixo de Nápoles (garrafas de plástico da marca de água Ferrarelle, exemplares encharcados da revista “Internazionale”, restos orgânicos em decomposição) acabou chegando a Hamburgo e está esperando ser despejado em um incinerador nos arredores dessa limpíssima cidade alemã.

Durante meses, montanhas de lixo em decomposição cresceram nas ruas da região sul da Itália porque não há mais onde colocar os resíduos. Atualmente, um trem de 56 vagões chega a Hamburgo todos os dias, após viagem de 44 horas, carregando 635 toneladas de lixo napolitano. “Estamos fazendo isso porque solicitaram nossa ajuda emergencial, mas o faremos somente por alguns meses, não por anos”, disse Martin Mineur, diretor de dois incineradores de Hamburgo, enquanto uma linha de caminhões carregando lixo da estação de trem chegava fazendo barulho. “Esta não é uma solução de longo prazo. A Itália terá que resolver seus próprios problemas”. Mas o problema da Itália repercute em toda a Europa, onde Nápoles aparece cada vez mais como uma versão fedorenta do passado injustificável, e Hamburgo como o futuro. Apesar do crescimento da população, Hamburgo produz menos lixo hoje do que há quase uma década. O que Hamburgo produz ou é reciclado ou é levado para incineradores de alta tecnologia e pouco poluentes.

Fora de Nápoles, o lixo europeu pode ainda não estar fluindo pelas ruas. Mas em todo o continente, aterros sanitários estão sendo preenchidos rapidamente, e nos espaços pequenos da Europa há pouco lugar para novos aterros. O problema obrigou as nações européias a controlar sua produção de lixo.

The New York Times

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