
Pillay, de 67 anos, substituirá a juíza canadense Louise Arbour, que ocupava o cargo desde julho de 2004 e que, ao chegar ao fim, em 1º de julho, não quis renová-lo por outros quatro anos.O embaixador sul-africano perante a ONU, Dumisani Kumalo, agradeceu a Ban e aos membros do órgão legislativo por ter depositado sua confiança em um de seus compatriotas."A Assembléia Geral deu seu respaldo a uma pessoa que, durante anos, viveu sob o brutal regime do apartheid e que, sem medo, se dedicou a defender às vítimas de seus abusos", destacou em discurso perante a Assembléia.A magistrada sul-africana era, até agora, membro da divisão de apelações do Tribunal Penal Internacional (TPI) e foi presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR).Filha de um motorista de ônibus de origem tâmil, Pillay se tornou, em 1967, a primeira mulher a abrir um escritório de advogados na província sul-africana de Natal.Ela atuou como advogada entre 1967 e 1995, e defendeu membros do Congresso Nacional Africano, Movimento Unidade, Azapo, Movimento Consciência Negra, Swapo, e de vários sindicatos, e desempenhou um papel essencial na defesa dos direitos dos presos políticos de Robben Island. Foi a primeira mulher a ser nomeada juíza da Corte Suprema da África do Sul em 1995, ano em que também foi nomeada vice-presidente do Conselho da Universidade de Durban Westville pelo então presidente Nelson Mandela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário