quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Berlusconi fecha as portas para a esquerda

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, declarou à imprensa italiana que não está mais disposto a dialogar com a esquerda, alegando que a oposição ao seu governo está "contra os interesses do país". "Não trato mais, e ponto final", afirmou Berlusconi ao jornal italiano Corriere Della Sera, referindo-se justamente à esquerda italiana. "(A oposição) faz somente a guerra contra o governo e está pronta a fazê-la com o máximo de engano", ressalta. O premier reforçou que os opositores "difundem notícias falsas sobre escola e universidade e inventam casos contra o interesse da Itália, como aquele dos bronzeados", referindo-se às declarações que fez na semana passada chamando o presidente eleito norte-americano, Barack Obama, de bronzeado. "Eu sou tratado como um bandido, como alguém da máfia", reclama Berlusconi, revelando que recorrerá à Comissão de Vigilância, para denunciar a esquerda. Outro alvo das acusações do primeiro-ministro é a televisão italiana. "Chega com esta TV que só me denigre. Também ali tem a mão da oposição. Em todos os canais todas as noites há uma contínua e insuportável crítica", protestou. Berlusconi atacou a oposição também no caso Alitalia, enfatizando que a esquerda incentiva a crise. "(Os opositores) não percebem que os protestos destes dias são irresponsáveis, que não podem ser aceitas certas atitudes", critica o premier, acrescentando que a esquerda "perceberá que esta errando em tudo, sem conquistar o consenso". Sobre a crise financeira internacional, Berlusconi faz uma promessa ao jornal italiano Messaggero. "No natal, daremos uma ajuda aos mais necessitados. Mesmo se as margens são muito estreitas, vocês verão que faremos algo pela família. Estamos preparando um pacote para incentivar os bancos a conservar, aliás a aumentar, o crédito em relação aos tempos precedentes à crise", anunciou o premier, prometendo maiores margens de financiamentos à pequena e média empresa.

Ansa

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