Londres, 23 nov (EFE).- Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Verona, na Itália, descobriu que os ataques epilépticos estão relacionados à interação que se estabelece entre um tipo de leucócito e os vasos sanguíneos cerebrais. Em artigo publicado hoje pela revista científica britânica "Nature Medicine", a equipe explica que esta descoberta pode ser chave para a prevenção e o tratamento dessa doença, que afeta 1% da população mundial. Os cientistas, liderados por Gabriela Constantin, descobriram que os leucócitos são mais abundantes no cérebro das pessoas epilépticas do que no dos indivíduos que não sofrem da doença. Também descobriram que os ataques epilépticos ativam as moléculas de adesão nos vasos sanguíneos cerebrais de ratos de laboratório modificados geneticamente, de modo que os neutrófilos (um tipo de leucócito) ficam presos no sistema circulatório do cérebro. Quando os cientistas impediram as interações desses leucócitos com os vasos sanguíneos cerebrais, o número de ataques epilépticos diminuiu, algo que também ocorreu com a diminuição de certas células imunes. Além disso, descobriram que os ataques epilépticos tornam porosa a barreira existente entre o sangue e o cérebro, fenômeno que aumenta a tendência de ativação dos neurônios.No entanto, quando bloquearam a "união" dos leucócitos com os vasos cerebrais, evitou-se essa porosidade. Desse modo, estabeleceram uma relação direta entre as interações dos vasos sanguíneos com os leucócitos, os danos à barreira sangue-cérebro e a ocorrência de ataques epilépticosdomingo, 23 de novembro de 2008
Epilepsia tem relação com leucócitos
Londres, 23 nov (EFE).- Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Verona, na Itália, descobriu que os ataques epilépticos estão relacionados à interação que se estabelece entre um tipo de leucócito e os vasos sanguíneos cerebrais. Em artigo publicado hoje pela revista científica britânica "Nature Medicine", a equipe explica que esta descoberta pode ser chave para a prevenção e o tratamento dessa doença, que afeta 1% da população mundial. Os cientistas, liderados por Gabriela Constantin, descobriram que os leucócitos são mais abundantes no cérebro das pessoas epilépticas do que no dos indivíduos que não sofrem da doença. Também descobriram que os ataques epilépticos ativam as moléculas de adesão nos vasos sanguíneos cerebrais de ratos de laboratório modificados geneticamente, de modo que os neutrófilos (um tipo de leucócito) ficam presos no sistema circulatório do cérebro. Quando os cientistas impediram as interações desses leucócitos com os vasos sanguíneos cerebrais, o número de ataques epilépticos diminuiu, algo que também ocorreu com a diminuição de certas células imunes. Além disso, descobriram que os ataques epilépticos tornam porosa a barreira existente entre o sangue e o cérebro, fenômeno que aumenta a tendência de ativação dos neurônios.No entanto, quando bloquearam a "união" dos leucócitos com os vasos cerebrais, evitou-se essa porosidade. Desse modo, estabeleceram uma relação direta entre as interações dos vasos sanguíneos com os leucócitos, os danos à barreira sangue-cérebro e a ocorrência de ataques epilépticos













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