Taormina, 16 dez, Ansa - O ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, disse na manhã desta terça-feira que não foi feito à Itália nenhum pedido de asilo político por parte de prisioneiros do centro de detenção norte-americano de Guantánamo. Frattini fez a declaração ao comentar o anúncio de seu par português, Luis Amado, que no último dia 10, em ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, disse que Portugal está disposto a receber prisioneiros de Guantánamo e a ajudar a nova administração dos Estados Unidos a fechar esse centro de detenção. "Não recebemos nenhum pedido, nem de asilo político, nem para hospedar os detidos (de Guantánamo) em prisões italianas", disse Frattini. "Nós nem sabemos de quem se tratam e nem do que são acusados", disse o chanceler italiano sobre os presos. "Claro que se houvessem casos em que as pessoas devessem ser processadas, nós pediríamos as garantias, por exemplo, existe um acordo de extradição entre Itália e Estados Unidos que poderia ser aplicado", comentou. A decisão de Portugal de ajudar o futuro presidente norte-americano, Barack Obama, que assumirá o governo em 20 de janeiro, seria a medida estratégica para que os Estados Unidos realmente fechassem a prisão em Guantánamo. Após sua eleição, Obama afirmou por mais de uma vez que um dos planos de seu governo seria acabar com o centro de detenção localizado na baía cubana. Criado em 2002 para acolher os suspeitos de terrorismo capturados no Afeganistão, o centro de detenção de Guantánamo -- alvo de denúncias de organizações de direitos humanos, que acusam os Estados Unidos de maus-tratos e torturas contra os presos -- chegou a abrigar 800 detidos. Atualmente há cerca de 250 presos no local. terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Frattini diz que nenhum preso de Guantánamo pediu asilo à Itália
Taormina, 16 dez, Ansa - O ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, disse na manhã desta terça-feira que não foi feito à Itália nenhum pedido de asilo político por parte de prisioneiros do centro de detenção norte-americano de Guantánamo. Frattini fez a declaração ao comentar o anúncio de seu par português, Luis Amado, que no último dia 10, em ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, disse que Portugal está disposto a receber prisioneiros de Guantánamo e a ajudar a nova administração dos Estados Unidos a fechar esse centro de detenção. "Não recebemos nenhum pedido, nem de asilo político, nem para hospedar os detidos (de Guantánamo) em prisões italianas", disse Frattini. "Nós nem sabemos de quem se tratam e nem do que são acusados", disse o chanceler italiano sobre os presos. "Claro que se houvessem casos em que as pessoas devessem ser processadas, nós pediríamos as garantias, por exemplo, existe um acordo de extradição entre Itália e Estados Unidos que poderia ser aplicado", comentou. A decisão de Portugal de ajudar o futuro presidente norte-americano, Barack Obama, que assumirá o governo em 20 de janeiro, seria a medida estratégica para que os Estados Unidos realmente fechassem a prisão em Guantánamo. Após sua eleição, Obama afirmou por mais de uma vez que um dos planos de seu governo seria acabar com o centro de detenção localizado na baía cubana. Criado em 2002 para acolher os suspeitos de terrorismo capturados no Afeganistão, o centro de detenção de Guantánamo -- alvo de denúncias de organizações de direitos humanos, que acusam os Estados Unidos de maus-tratos e torturas contra os presos -- chegou a abrigar 800 detidos. Atualmente há cerca de 250 presos no local.













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