sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fundador da Parmalat é condenado a dez anos de prisão

MILÃO, 18 DEZ (ANSA) - A Justiça de Milão condenou nesta quinta-feira a dez anos de prisão o ex-proprietário e fundador da Parmalat, Calisto Tanzi (foto), acusado de fraude.

Tanzi, de 70 anos, era acusado de ter manipulado o preço dos papéis da empresa cotados na Bolsa, além de dificultar o trabalho dos órgãos responsáveis por regular os mercados e fraudar auditorias da empresa. Em uma das manobras fraudulentas mais graves da história européia, ele teria causado perdas de mais de 10 milhões de euros.

Os demais acusados no processo, porém, foram absolvidos. Entre eles estão Giovanni Bonici, ex-representante da empresa na Venezuela, Lucas Sala, Luis Moncada e Antonio Luzi, ex-funcionários do Bank of America.

A Italaudit (ex-Grant Thornton), empresa responsável pelas contas da Parmalat, foi condenada a pagar uma multa de 240 mil euros. Os bens da companhia, avaliados em 455 mil euros, já haviam sido confiscados pela Justiça italiana.

A crise da Parmalat é acompanhada com grande interesse em diversos países da América Latina, inclusive no Brasil, onde a empresa chegou a ser líder no setor de laticínios.

Sua falência foi decretada em 2003, deixando um rombo de 14 bilhões de euros. No Brasil, a empresa teve seus negócios adquiridos posteriormente por um fundo de investimentos, que reconduziu a marca ao mercado.

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