Lourdes Arnault tem 89 anos e é considerada a pessoa mais idosa a obter o registro de modelo profissional no país (Foto: Divulgação )
Para arrecadar fundos e ajudar um hospital local, um grupo de senhoras decide posar para fotos e elaborar um calendário para lá de ousado. O enredo, que já virou filme com uma cidadezinha inglesa como cenário e a “rainha” Helen Mirren no papel principal, inspirou um grupo de modelos da terceira idade a fazer o mesmo em terras cariocas. O projeto, capitaneado pelo professor Eduardo Araúju, já está em sua terceira edição e, desta vez, beneficiará o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Enquanto as “Garotas do calendário” do cinema posaram nuas, as 13 modelos da terceira idade ilustram as páginas do ano em vestidos de gala. Elas foram clicadas pela fotógrafa Laura Vilela em locais ricos em glamour, como o hotel Copacabana Palace e o Parque Lage, na Zona Sul do Rio. Uma das personagens do calendário carioca é Lourdes Arnault, de 89 anos, considerada a pessoa mais idosa a obter o registro de modelo profissional no país. Ela conta que sempre gostou de moda, desenhando e costurando seus próprios vestidos. A vida na passarela começou há nove anos, ao participar do curso para modelos da terceira idade de Eduardo Araúju. Com 39 kg e 1,57m de altura, ela diz que a receita da longevidade é não se entregar à velhice. Viúva há 12 anos, Lourdes mora hoje com o neto em Copacabana, na Zona Sul do Rio. “Não tenho empregada, a faxineira vem de 15 em 15 dias. E acho bom, porque me sinto mais útil”, conta Lourdes, que fará 90 anos em fevereiro de 2009 e diz não ter o segredo da boa forma. “Não faço regime, não faço nada. Sempre fui magra”.
Carreira após vencer um câncer de mama
As próprias modelos, que têm a partir de 45 anos, ajudaram a financiar o calendário. Nas duas primeiras edições, o projeto ajudou o grupo Viva a Vida, de assistência a portadores do vírus HIV, e a Associação Carioca de Assistência à Mucoviscidose (fibrose cística).
Na edição de 2009, a inspiração para ajudar a área de voluntariado do Inca veio da história de uma das modelos, que há três anos travou uma luta contra um câncer de mama. “Ao acabar o tratamento, eu já tinha completado 60 anos. Acabei me aposentando (pelo Ministério da Saúde) e parti para ser modelo”, conta Jeanette Polmon, hoje com 63 anos, também aluna de Eduardo Araúju. A atriz Maria Maya, que recentemente tirou um tumor benigno da mama, é a madrinha do calendário lançado este ano. Um desfile no Inca nesta quinta-feira (4) marcará o pré-lançamento do projeto. Terça-feira (9), as 13 garotas do calendário subirão mais uma vez na passarela, numa churrascaria na Barra. Segundo o Inca, serão oferecidas apenas duas mil unidades do calendário, sendo mil de parede e mil de mesa. Cada uma será vendida a R$ 10 e toda a renda será doada ao Inca Voluntário. De acordo com o instituto, quem quiser colaborar pode ligar para o telefone (21) 3970-7971.
Enquanto as “Garotas do calendário” do cinema posaram nuas, as 13 modelos da terceira idade ilustram as páginas do ano em vestidos de gala. Elas foram clicadas pela fotógrafa Laura Vilela em locais ricos em glamour, como o hotel Copacabana Palace e o Parque Lage, na Zona Sul do Rio. Uma das personagens do calendário carioca é Lourdes Arnault, de 89 anos, considerada a pessoa mais idosa a obter o registro de modelo profissional no país. Ela conta que sempre gostou de moda, desenhando e costurando seus próprios vestidos. A vida na passarela começou há nove anos, ao participar do curso para modelos da terceira idade de Eduardo Araúju. Com 39 kg e 1,57m de altura, ela diz que a receita da longevidade é não se entregar à velhice. Viúva há 12 anos, Lourdes mora hoje com o neto em Copacabana, na Zona Sul do Rio. “Não tenho empregada, a faxineira vem de 15 em 15 dias. E acho bom, porque me sinto mais útil”, conta Lourdes, que fará 90 anos em fevereiro de 2009 e diz não ter o segredo da boa forma. “Não faço regime, não faço nada. Sempre fui magra”.
Carreira após vencer um câncer de mama
As próprias modelos, que têm a partir de 45 anos, ajudaram a financiar o calendário. Nas duas primeiras edições, o projeto ajudou o grupo Viva a Vida, de assistência a portadores do vírus HIV, e a Associação Carioca de Assistência à Mucoviscidose (fibrose cística).
Na edição de 2009, a inspiração para ajudar a área de voluntariado do Inca veio da história de uma das modelos, que há três anos travou uma luta contra um câncer de mama. “Ao acabar o tratamento, eu já tinha completado 60 anos. Acabei me aposentando (pelo Ministério da Saúde) e parti para ser modelo”, conta Jeanette Polmon, hoje com 63 anos, também aluna de Eduardo Araúju. A atriz Maria Maya, que recentemente tirou um tumor benigno da mama, é a madrinha do calendário lançado este ano. Um desfile no Inca nesta quinta-feira (4) marcará o pré-lançamento do projeto. Terça-feira (9), as 13 garotas do calendário subirão mais uma vez na passarela, numa churrascaria na Barra. Segundo o Inca, serão oferecidas apenas duas mil unidades do calendário, sendo mil de parede e mil de mesa. Cada uma será vendida a R$ 10 e toda a renda será doada ao Inca Voluntário. De acordo com o instituto, quem quiser colaborar pode ligar para o telefone (21) 3970-7971.
Daniella Clark Do G1, no Rio














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