ROMA (ANSA) - O presidente da Associação Católica de Telespectadores (AIART), Luca Borgomeo, declarou ser a favor do imposto sobre a pornografia, introduzido pelo governo italiano na última sexta-feira.O novo tributo foi inserido no pacote anticrise do governo Berlusconi e cobrará 25% sobre revistas, vídeos e objetos do mercado da pornografia.
"É um instrumento útil para de desencorajar a pornografia e acabar com este mau costume que na Itália encontra sempre na televisão um veículo de difusão", ressaltou Borgomeo.
A medida aprovada pelo governo para "fazer frente à crise econômica" vai aplicar um imposto sobre todos os produtos e expressões artísticas relacionadas com a pornografia.
O imposto, que nunca foi aplicado, já havia sido proposto em 2002 por Vittorio Emanuele Falsitta, então deputado do partido Força Itália.
A taxa será aplicada sobre revistas e jornais, incluindo DVDs e outras mídias, e sobre "toda obra literária, teatral e cinematográfica, audiovisual ou multimídia, nas quais estejam presentes imagens ou cenas de atos sexuais explícitos ou não simulados entre adultos".
O imposto, que nunca foi aplicado, já havia sido proposto em 2002 por Vittorio Emanuele Falsitta, então deputado do partido Força Itália.
A taxa será aplicada sobre revistas e jornais, incluindo DVDs e outras mídias, e sobre "toda obra literária, teatral e cinematográfica, audiovisual ou multimídia, nas quais estejam presentes imagens ou cenas de atos sexuais explícitos ou não simulados entre adultos".
O mais conhecido ator pornô do país, Rocco Siffredi, declarou ao jornal Corriere della Sera que a medida mostra o moralismo do governo italiano."Não arrecadarão nada, só poderão taxar os objetos. Agora, os DVDs já não são vendidos, o sexo se encontra na internet. É uma vergonha", disse Siffredi.
A atriz pornô húngara Eva Henger, que se tornou uma celebridade na Itália após participar de diversos programas de televisão no país, definiu a taxa uma "martelada" sobre a indústria da pornografia.
"A pornografia e a prostituição existem desde quando existe o mundo, por isso são setores que não devem ser sacrificados. Melhor taxar quem tem um iate, uma imensa mansão ou os que pedem para receber 'por fora'", acrescentou.
O mercado da pornografia movimenta cerca de 900 milhões de euros, mas a maior parte desse valor é produzida na ilegalidade.
A pirataria e a difusão de material pela internet reduziram as margens de ganhos da pornografia "legal", afirmaram os profissionais do setor.
Na Itália anualmente 400 mil vídeos são vendidos, 300 filmes são produzidos e os números de tele-sexo em atividade no país são pelos menos mil e duzentos.
A pirataria e a difusão de material pela internet reduziram as margens de ganhos da pornografia "legal", afirmaram os profissionais do setor.
Na Itália anualmente 400 mil vídeos são vendidos, 300 filmes são produzidos e os números de tele-sexo em atividade no país são pelos menos mil e duzentos.
No entanto, a maior parte do material erótico disponível está na internet, onde os sites pornográficos em italiano são mais de 35 mil.













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