GÊNOVA, 15 DEZ (ANSA) - A Itália registra mais de 1,5 milhão de alcoólatras, e tem 9 milhões de pessoas que correm risco de alcoolismo, segundo revelam os dados da Sociedade Italiana de Alcoologia Gianni Testino.O álcool é o terceiro principal fator de morte em todo o ocidente. "Em 2008, na Itália, nasceram três mil bebês com síndrome do alcoolismo fetal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) proibiu o uso do álcool antes dos 18 anos de idade", afirmou Gianni Testino, presidente da organização.
A organização revela ainda que o limite para os adultos seria entre um e dois copos de vinho por dia para as mulheres e de dois a três para os homens.
A situação é mais grave na região da Ligúria. "São 1.500 mortos por ano vítimas do álcool. Em 2008, tivemos 300 internações em hospitais e 14 intoxicações agudas de crianças a cada 100 mil habitantes", explicou Testino.
"Os transplantes de fígado entre 2000 e2005 na Ligúria aumentaram 20%. Os italianos confundem ainda muito o álcool com aspectos nutricionais, mas o etanol presente no vinho, na cerveja, no coquetel, é uma substância tóxica", alertou o presidente da organização.
Contudo, a campanha contra o uso excessivo do álcool começa a surtir efeito na Itália. Segundo Ennio Palmesino, presidente mundial dos Club Alcolisti in Tattamento, há 2.200 grupos de tratamento ao alcoolismo, que envolvem 25 mil famílias toda semana.
No último sábado, na cidade de Goito, na província de Mantova, foi inaugurada a primeira discoteca na qual não se vende álcool da Itália, com mais de 500 jovens presentes.













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