A principal central sindical italiana, CGIL, de esquerda, convocou uma greve geral em toda a Itália para esta sexta-feira, dia 12 de dezembro, contra a política econômica adotada pelo governo do premier italiano, Silvio Berlusconi, diante da crise financeira mundial. Desta forma, todos os setores que estão filiados à CGIL devem aderir à paralisação, com exceção do transporte aéreo e do transporte público nas cidades de Veneza e Roma, atingidas por fortes inundações. O secretário geral da central sindical, Gugliemno Epifani, confirmou o funcionamento normal dos transportes nas duas cidades italianas, por conta das complicadas situações que enfrentam. Os trabalhadores interromperão as atividades por ao menos quatro horas. A CGIL, única central que convocou a greve, prevê que pelo menos um milhão de pessoas participem das mais de 100 manifestações que serão organizadas em diferentes cidades italianas.Além de uma mudança na política econômica do governo, os sindicalistas pedem mais postos de trabalho, maiores salários, melhores condições de aposentadoria e mais direitos. Diante dos problemas do país, a CGIL quer que seja aberto um debate sério e transparente com as grandes forças de representação social. A greve recebeu o apoio do Partido Democrático, de Walter Veltroni, que faz oposição ao governo, e da Itália dos Valores, outro partido de esquerda. Porém, a greve foi condenada por alguns empresários, que defendem uma maior coesão entre os sindicatos, trabalhadores, empresas e bancos nestes momentos de crise. No dia 28 de novembro, o governo de Berlusconi aprovou uma série de medidas anticrise, no valor total de 80 milhões de euros. Segundo a oposição, este valor já havia sido designado pela União Européia para a construção de infraestruturas no país.
Ansa













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