Fogo e revolta no centro de identificação e expulsão de imigrantes de Lampedusa, a principal porta italiana de entrada de clandestinos na Europa. De acordo com a imprensa local, a insurreição foi o culminar de vários dias de tensão vividos por cerca de 300 imigrantes tunisinos que não vêm com bons olhos a deportação iminente. A polícia responsabiliza um grupo destes imigrantes, que terão juntado colchões e papéis para atear as chamas. Face a confrontos, as forças da ordem recorreram a gás lacrimogéneo para acabar com os distúrbios. Durante os incidentes, cerca de meia centena de pessoas sofreu ferimentos. A instalação, até pouco tempo conhecida como centro de primeiro amparo, foi transformada num lugar de identificação e expulsão. Encontram-se no recinto 860 pessoas mas já chegou a haver o dobro e não é a primeira vez que se assiste a uma revolta. O governo prepara-se para abrir um novo centro na ilha, já que quase todos os meses chegam à costas italianas dezenas de imigrantes. Na noite de ontem, iniciou-se a transferência em voos fretados para Torino e Cagliari, cerca de 120 imigrantes deverão ir para a Calábria.
Euronews/Rainews













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