O presidente Lula: preocupação com a falta de crédito no cenário internacional. (Foto: Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido neste sábado (14) pelo o líder americano Barack Obama na Casa Branca, em Washington, a sede do governo dos EUA, segundo a Globo News. É o primeiro encontro entre os presidentes dos dois países.
A reunião está prevista para durar cerca de uma hora e após seu final Lula e Obama farão uma declaração à imprensa, de acordo com a programação do encontro. As discussões dos líderes devem girar em torno da grande preocupação comum dos países no momento, a crise financeira internacional.
Após a reunião na Casa Branca, o presidente brasileiro segue para almoçar na residência do embaixador brasileiro na capital americana. No final da tarde, Lula vai embarcar para Nova York, onde permanece no domingo sem agenda oficial.
A reunião está prevista para durar cerca de uma hora e após seu final Lula e Obama farão uma declaração à imprensa, de acordo com a programação do encontro. As discussões dos líderes devem girar em torno da grande preocupação comum dos países no momento, a crise financeira internacional.
Após a reunião na Casa Branca, o presidente brasileiro segue para almoçar na residência do embaixador brasileiro na capital americana. No final da tarde, Lula vai embarcar para Nova York, onde permanece no domingo sem agenda oficial.
Falta de crédito
Na última sexta, antes de embarcar para os EUA, Lula lembrou que a crise financeira começou nos Estados Unidos e mexeu com grande parte dos países do mundo e que, "se esses países de economia rica não estiverem bem, o resto do mundo também não estará bem". "Precisamos torcer muito para que os Estados Unidos voltem ao normal", completou.
O presidente brasileiro também se disse preocupado com a falta global de crédito. “Eu tenho uma preocupação que é o restabelecimento do crédito no mundo. Hoje, o maior problema é a ausência de crédito no mundo. Ou seja, o dinheiro desapareceu. O que eu quero conversar com o presidente Obama de forma muito franca é como fazer para restabelecer o crédito internacional”, salientou.
Passo espetacular
De acordo com o o secretário para América Latina do departamento de Estado dos EUA, Tom Shannon, o encontro é um "passo importante e espetacular" nas relações entre os dois países. Segundo ele, a reunião entre os presidentes "é um reconheciento da ascendência do Brasil no mundo".
Agenda presidencial
Na segunda-feira, ainda em Nova York, o presidente vai se encontrar com investidores e empresários estrangeiros em um seminário econômico sobre o Brasil promovido pelos jornais "Valor" e "Wall Street Journal".
São aguardados 250 participantes, inclusive ministros de Estado, que irão debater a maneira como o Brasil atravessa a atual crise mundial e também os mecanismos que criou para manter os investimentos básicos em infraestrutura, produção e setor social.
Lula e Obama devem voltar a se encontrar no mínimo duas vezes nas próximas semanas: em Londres, por ocasião da reunião de cúpula do G20, o grupo que reúne os países ricos e emergentes para avançar com as propostas de de reforma financeira; e na Cúpula da Américas, em meados de abril, em Trinidad.
Concorrência comercial
Segundo analistas, apesar da troca de palavras de boa vontade entre os dois dois países, Brasil e EUA também são concorrentes comerciais, e as tentações protecionistas são fortes em tempos de crise, como assinala Paulo Sotero, do Instituto Brasil do Centro de Estudos Woodrow Wilson.
"As relações entre os Estados Unidos e Brasil são boas, mas superficiais. O desafio dos dois (Obama e Lula), se acreditarem que é importante, é aprofundá-las em coisas que são de interesse nacional para ambos os países: estabilidade, energia, comércio, reforma das instituiçõs financeiras internacionais", explicou Sotero. Para Obama, imerso na política interna por causa da recessão e sem muito tempo para se dedicar à América Latina, o Brasil é considerado um sócio idôneo, confiável e próximo ideologicamente, uma ótima ponte para negociar com uma região complexa. "O Brasil emergiu como um intermediário, e Lula, que sabe ter esses meios diplomáticos em mãos, gostaria de ver uma suavização das tensões entre os Estados Unidos e a Bolívia, Venezuela ou Equador", afirmou Riordan Roett, especialista em América Latina da John Hopkins University.
G1 com informações de Reuters, AFP, Valor OnLine e Agência Estado














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