Luanda, EFE - Em seu segundo dia de visita a Angola, o Papa Bento XVI celebrou uma missa para milhares de pessoas e pediu aos católicos que ajudem a conveter ao cristianismo os que acreditam em bruxaria, e ofereceu o evangelho às pessoas desorientadas, que vivem em um terror e que chegam a acusar crianças de rua de serem bruxas.O Papa Bento XVI realizou na tarde de sábado um encontro com uma multidão de jovens fiéis no Estádio Municipal dos Coqueiros, em Luanda, capital do país, durante o qual ressaltou que as novas gerações são "a semente lançada por Deus" para reconstruir o país, segundo relato da agência de notícias Ansa. Mas nem tudo foi alegria na visita do papa. Pelo menos um homem e uma mulher morreram e oito pessoas ficaram feridas ao serem esmagados na abertura dos portões do estádio. Segundo a agência de notícias Lusa, os jovens chegaram ao Hospital Josina Machel mortos.
Diante do Pontífice, nas primeiras fileiras no estádio, encontravam-se órfãos e mutilados, vítimas da guerra civil que devastou Angola durante 27 anos e que terminou somente em 2002 com um acordo de paz. O conflito de quase três décadas deixou um rastro de meio milhão de mortos, três milhões de desabrigados e 70 mil mutilados, dos quais 10 mil crianças. Atualmente, 60% da população do país têm menos de 15 anos. "Não é difícil imaginar as nuvens cinzas que ainda cobrem o céu de seus melhores sonhos. Amigos, o futuro é Deus. Digo a vocês, coragem! Tomem decisões definitivas, pois na verdade estas são as únicas que não destroem a liberdade, mas sim criam a justa direção, permitindo seguir em frente e alcançar algo grande na vida", disse o Pontífice.
Na manhã de ontem, o Pontífice rezou uma missa com os bispos, sacerdotes e religiosos de Angola na Igreja de São Paulo de Luanda. A missa celebra ainda os 500 anos de catequismo de Luanda. No domingo, ele celebrará a cerimônia do Angelus. Seu retorno à Itália está marcado para a segunda-feira. Na sexta-feira, o pontífice pediu aos governos africanos que libertem o continente do "flagelo da avidez, da violência e da desordem" e que "detenham, de uma vez por todas, a corrupção".
Ao discursar em Luanda, capital de Angola, diante do presidente do país, José Eduardo dos Santos, o Papa instou os políticos africanos a guiarem as populações "por um caminho marcado pelos princípios indispensáveis a toda moderna democracia". O Papa Bento XVI chegou em Angola, segunda etapa de sua viagem à África, iniciada na terça-feira. Nos últimos dias, ele esteve em Camarões, onde se reuniu com religiosos católicos e muçulmanos e foi recebido pelo presidente do país, Paul Biya.













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