O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse ontem, que foi convidado pelo presidente norte-americano, Barack Obama, a visitar Washington. Os dois participaram em Praga, na República Tcheca, da Cúpula Estados Unidos-União Europeia. Segundo o premier, a viagem ocorrerá "em uma data próxima, que ainda não foi definida". A informação foi divulgada por ele durante a entrevista coletiva que concedeu após a reunião. Ao falar sobre o encontro, Berlusconi ressaltou a "sintonia absoluta" que pôde ser percebida entre as posições europeias e norte-americanas em relação a inúmeros assuntos. "Não houve nenhuma divergência", indicou. "Não existiu nenhum argumento sobre o qual se tenha registrado uma distância entre o velho continente e os Estados Unidos", complementou. Segundo o premier, o visível alinhamento de políticas representa "uma bela confirmação" de que as relações entre a União Europeia e os Estados Unidos -- que esfriaram durante a gestão de George W. Bush -- "são agora mais positivas e construtivas". Berlusconi revelou que durante a cúpula de hoje, a Itália, assim como a maioria dos 27 membros da UE, manifestou apoio ao pedido de Obama para que a Turquia seja incorporada pelo bloco europeu. O primeiro-ministro também se comprometeu a trabalhar junto a Alemanha e França, países que são contrários à iniciativa, a fim de convencê-los. A tarefa, porém, promete ser difícil. Em entrevista a uma rede de televisão de seu país, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, voltou a dizer que não aceita a inclusão da Turquia entre os membros da UE, mesmo que a ideia conte com o entusiasmo de Obama. "Eu trabalho junto com o presidente Obama, mas aqui se tratam de questões concernentes à UE, e a decisão cabe aos países do bloco", disse. "Sempre me opus ao ingresso da Turquia, e esta segue sendo a minha posição." Mais cedo, Obama havia dito que a incorporação do país, que é predominantemente muçulmano, "seria um sinal alentador" para a comunidade islâmica. "Os Estados Unidos e a Europa devem tratar os muçulmanos como amigos, vizinhos e sócios na luta contra a injustiça, a intolerância e a violência", afirmou.Da Ansa













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