terça-feira, 7 de abril de 2009

Cupins danificam igrejas históricas de MG

Cupins em igrejas históricas de Minas Gerais vão impedir a realização de missas durante a Semana Santa. Uma tradição de séculos será interrompida. A igreja de São Francisco de Assis, em Mariana, não vai celebrar a missa da Sexta-Feira da Paixão. Com trincas e infestado por cupins, o templo foi interditado por ordem judicial. “Há um perigo iminente de desabamento total ou parcial de algumas partes da igreja”, diz o promotor do Patrimônio Histórico de Mariana, Antônio Carlos de Oliveira.

Mais problemas
A má conservação ameaça também outros monumentos. Em Congonhas, parte do telhado da matriz de Nossa Senhora da Conceição cedeu, e põe em risco uma construção do período colonial. “É a maior nave do período colonial, superando Ouro Preto e de outras cidades históricas”, conta o Padre João Chagas. Por falta de segurança, quatro das 13 igrejas históricas de Ouro Preto estão de portas fechadas para fiéis e turistas. Sem celebrar missas e sem dobrar os sinos durante as procissões, a tradicional Semana Santa da cidade será mais discreta este ano.

As condições da igreja de São José, desenhada por Aleijadinho, decepcionam os turistas. “Fazem muita propaganda e depois a gente chega e não pode visitar. Eu me sinto decepcionada”, afirma uma uruguaia. O trabalho para livrar igrejas centenárias do cupim é minucioso. Há sete meses especialistas trabalham na Paróquia de Santa Efigênia, a única que passa por este tipo de restauração em Ouro Preto. “É natural existir cupins e os carunchos. O que não é natural é deixar eles comerem as obras artísticas das igrejas e edificações históricas de Minas e do país”, diz o especialista Norivaldo dos Anjos.

G1

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