Sete meses após o massacre de Castel Volturno (Caserta) - quando a Camorra (a máfia napolitana) matou seis imigrantes, em 18 de abril próximo uma manifestação lembrará as vítimas e fará um apelo: combater o crime organizado, mas também a discriminação racial. Este apelo partirá da "Rede anti-racista da Campania". "Daquele massacre da Camorra de 18 de setembro, se abriu a caça aos camorristas, mas também aos imigrantes sem visto de permanência. Os trabalhadores imigrantes que fazem o convite para esta mobilização, são os mesmos temporários que colhem as batatas e as mulheres estrangeiras que trabalham como babás com horários intermináveis e salários de fome; mas também os imigrantes que sustentam as caixas do INPS que, no entanto, correm o risco de jamais receberem a aposentadoria. É a lógica impiedosa dos que querem (só) os braços dos imigrantes, mas não as pessoas", escreve o documento. Que o apelo comece em Castel Volturno "para remover os guetos, garantir os direitos de cidadania, sair da clandestinidade e pela retirada do 'pacote de segurança'". Segundo os organizadores, à Rede anti-racista aderiram a partir de hoje, entre outros, Dario Fo, Franca Rame e a coordenação dos imigrantes de toda a Itália.
Ansa














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