domingo, 19 de abril de 2009

O melhor do cinema brasileiro em Milão

O 3º Festival de Cinema Brasileiro Contemporâneo de Milão, que será realizado entre 5 e 10 de maio, apresentará 10 produções recentes do país, das quais oito são inéditas na Europa. O diretor será o crítico italiano Giovanni Ottone, um dos maiores especialistas estrangeiros em cinema brasileiro. O festival é organizado pelo Instituto Brasil-Itália, que promove a cultura brasileira com exposições, debates, projeções, shows e cursos de dança e de português em cidades italianas. O evento também conta com o apoio do Consulado do Brasil em Milão. Os filmes apresentados serão "Feliz Natal" do ator Selton Mello; "Amigos de risco" de Daniel Bandeira; "Otávio e as letras" de Marcelo Masagao; "Chega de saudades" de Laís Bodanzky; "Juventude" de Domingo Oliveira; "A casa de Alice" de Chico Teixeira; "A orquestra dos meninos" de Paulo Thiago Gomes; "Nome próprio" de Murilo Salles; e os documentários "Pindorama - a verdadeira história dos 7 anões" de Roberto Berliner, Leo Crivelare e Lula Queiroga; e "PQP" de Guilherme Coelho. Em Milão estarão presentes os diretores Paulo Thiago Gomes e Daniel Bandeira, que vão debater com o público após a projeção de seus filmes. Haverá também um "brunch" em 9 de maio, que contará com a participação de convidados brasileiros, críticos de cinema e representantes culturais italianos. De acordo com Ottone, o cinema brasileiro "ofereceu nos últimos 15 anos uma série de novidades interessantes no âmbito mundial, tanto na área da temática e de técnicas narrativas como em termos de opções estilísticas". O crítico italiano citou como "características mais notáveis" do cinema brasileiro "a variedade estética e de formato, a elaboração de gêneros, a diversidade, a fragmentação intelectual e uma forte tendência autoral". "É um cinema que vive um processo de nova sensibilidade, que descobre e redescobre o seu próprio país, recupera sua identidade pessoal e coletiva e se empenha na superação do limite entre documentário e ficção", ressaltou. Ottone ainda destacou o fato de que "no começo desse século XXI, o cinema brasileiro produziu uma média de 60 filmes por ano (68 só em 2008); e desde 1995 abriu as portas da indústria para que mais de 200 jovens diretores pudessem realizar suas primeiras obras".


Ansa

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